Arquivos do Blog

PROJETO TRANSFORMA DINHEIRO VELHO EM ADUBO

destaque-289054-plantinha

Cultivar plantas utilizando notas de dinheiro. Essa é a proposta do projeto da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) que visa a reutilização de cédulas velhas de real, como componente na produção de composto orgânico. O projeto é coordenado pelo professor Carlos Costa, do Instituto Socioambiental e Recursos Hídricos (ISARH/Ufra).

O trabalho já tem sete anos de existência e foi idealizado a partir de uma parceria com o Banco Central. Só no Escritório Regional em Belém são aproximadamente 16 toneladas mensais de papel moeda que saem de circulação. Em todo o país, o banco retira de circulação, mensalmente, mais de 110 toneladas de notas de real. Um custo anual que pode chegar a R$ 501,6milhões só de reposição das chamadas “cédulas inservíveis”, que são as notas velhas, rasgadas e rabiscadas, recolhidas e trituradas pelo Banco Central.

Antes essas cédulas iam para lixões ou eram incineradas, mas com criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece uma série de regras para a destinação do lixo, o “dinheiro velho” precisa seguir algumas normas e ter um outro destino. Alguns projetos no país apresentaram propostas para reutilização dessas cédulas e tem o convênio com o Bacen. Um deles é o da Ufra, pioneiro no Brasil ao utilizar as cédulas em produto utilizável na agricultura.

TÉCNICA

A partir da técnica da compostagem, são misturadas 10% de cédulas de real trituradas, 50% de palhada (capim, palha comum) e 40% de horti-fruti (restos de frutas e verduras que são descartados) que se transformam em adubo orgânico. Segundo Carlos Costa, uma das dúvidas muito comuns diz respeito aos componentes químicos existentes no papel moeda, se seriam poluentes.

“Várias análises laboratoriais já foram feitas e demonstraram que há baixa concentração de metais pesados nas cédulas e que o próprio manuseio do dinheiro faz com que esses compostos saiam com o tempo. Ou seja, grande parte dos elementos são perdidos na manipulação das cédulas quando elas estão em circulação e o restante, uma quantidade mínima, sai no chorume ou volatizam durante a compostagem”.

Vinte produtores do estado estão cadastrados para participar do projeto e três deles, dos municípios de Capitão Poço e Irituia já estão recebendo as cédulas e produzindo o adubo orgânico. Segundo o pesquisador, o projeto tem recebido especial atenção do Bacen por ter um custo praticamente zero e um forte apelo social.

“Nós sabemos que um dos impactos na renda do produtor é com a compra do adubo que vem dos esterco de boi ou de galinha, tradicionalmente usado na agricultura. Com o projeto, os custos são praticamente nulos, já que para produzir o adubo a partir das cédulas só é necessário restos do horti-fruti das hortas caseiras que os pequenos produtores possuem, mais a palhada, obtida através de capina dos terrenos. Não há necessidade de grandes aparatos tecnológicos. Com tudo isso diminuem os gastos, e aumenta a renda desses trabalhadores”.

O convênio entre Ufra e Bacen encerrou em dezembro de 2013, o que originou dados de análises de macronutrientes, micronutrientes e metais pesados, a partir de amostras de 12 tratamentos envolvendo composições diferentes de horti-fruti, que demonstraram a viabilidade do composto para fins de utilização na agricultura.

(Diário do Pará)

Anúncios

TECNOLOGIA QUE TRANSFORMA QUALQUER SUPERFÍCIE EM TELA TOUCH JÁ ESTÁ À VENDA

omnitouch1

Transformar uma parede, por exemplo, em uma interface touch pode ser muito útil para professores ministrarem aulas, para jogar games interativos ou até mesmo para lojas demonstrarem seus produtos. A tecnologia que antes era um protótipo criado pela startup Ubi, utilizando o Kinect da Microsoft para o Windows, está pronta para chegar aos consumidores e seu período de vendas foi iniciado. As informações são do CNET.

A Microsoft anunciou que a Ubi tem trabalhado em cojunto com mais de 50 organizações para desenvolver o software e, agora, está aceitando as primeiras encomendas para o seu sistema. “Queremos que a colaboração humana e informação estejam a uma distância de apenas um toque de seu dedo, não importa onde você esteja”, afirmou no blog oficial da empresa Anup Chathoth, cofundador e CEO da Ubi. “Ao tornar possível transformar qualquer superfície em uma tela sensível ao toque, nós eliminamos a necessidade de um hardware para a tela e, assim, reduzimos os custos e ampliamos as possibilidades para permitir exposições interativas em locais onde antes não eram viáveis, como em paredes em espaços públicos”.

O projetor reflete a imagem em um vidro e um sensor Kinect, do outro lado, é usado para rastrear os movimentos dos usuários, permitindo que eles interajam com o sistema usando apenas o toque, como fariam utilizando um smartphone ou um tablet. O sistema do Kinect opera nativamente com a interface touchscreen do Windows, permitindo que os ícones possam ser acessados apenas com um toque e fotos ampliadas usando recursos multitouch.

Devido ao mapeamento 3D do Kinect, o sistema é capaz de dizer quando os usuários fizeram um clique completo, ao invés de apenas pairar com seus dedos sobre a tela, o que permite que os usuários folheiem páginas ou as percorram sem acabar selecionando itens com cada movimento que fizerem.

Para que o sistema funcione, os usuários precisam de um computador rodando o software desenvolvido pela Ubi, um projetor e o Kinect para Windows. O software da Ubi é comercializado em quatro pacotes distintos variando entre o Basic por US$ 149 (R$ 345) e o Enterprise por US$ 1.499 (R$ 3.477). O Kinect para Windows custa US$ 250 (R$ 580).

Fonte: Canal Tech – 19/08/2013

RECICLAGEM DE MÁQUINA FRESADORA A TRANSFORMA EM IMPRESSORA 3D

pecasimpressora3d_esdiuerj_peq

Uma das novidades mais comentadas da tecnologia atual são as impressoras 3D, capazes de construir/moldar diferentes materiais em três dimensões. Isso pode ser feito de maneira extremamente simples, bastando seguir as instruções de um programa de modelagem virtual em computador. No mundo do design de produto, por exemplo, o assunto desperta o interesse de pesquisadores e estudantes universitários, ávidos por criar diferentes objetos. O custo do equipamento, no entanto, ainda é bastante alto, o que inviabiliza seu uso de forma mais ampla, mesmo para instituições de ensino e pesquisa. Atualmente, segundo o engenheiro elétrico, professor e pesquisador da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Fernando Reiszel Pereira, uma boa impressora 3D não custa menos de R$ 50 mil.

Pensando numa solução que pudesse reduzir esses custos, Reiszel Pereira estudou o funcionamento de uma máquina fresadora – que constrói peças pelo desgaste de materiais. Ele observa que ao perceber, na mecânica de funcionamento da fresadora, a chance de fazer adaptações que lhe permitissem conectá-la a um computador, soube que poderia empregar softwares de modelagem virtual. “Com algumas adaptações, a transformamos numa impressora de três dimensões para materiais termoplásticos do tipo ABS – uma espécie de plástico de baixo custo, usado no revestimento de computadores, telefones e para-choques de carros. Desenvolvido inicialmente sem apoio algum, o projeto agora vem contando com recursos do edital Apoio à Implantação, Recuperação e Modernização da Infraestrutura para Pesquisa nas Universidades Estaduais do Rio de Janeiro, da FAPERJ.

De acordo com o pesquisador, as adaptações foram facilitadas pelo fato de a impressora 3D ser uma espécie de evolução da máquina de fresa. “A impressão em três dimensões, assim como a fresagem e o torneamento, são tecnologias de prototipagem de produtos”, ensina. Reiszel Pereira acrescenta ainda o fato de que a principal diferença é que, enquanto a fresadora e o torneador retiram material bruto para a produção da peça, a impressora 3D agrega material. “Há também a vantagem, diferente da fresadora tradicional, de uma impressora tridimensional não deixar rejeitos. “É diferente trabalhar peças de madeira para transformá-las numa caixa, deixando resíduos. Desta forma, o processo acaba oferecendo uma enorme vantagem ambiental”,

Utilizando a oficina da Esdi, o pesquisador acoplou à fresadora um cabeçote extrusor – um elemento vital para a impressão em 3D. “Também fiz adaptações que permitiram não só a comunicação com um computador, como movimentar o cabeçote extrusor em três dimensões, utilizando-o para impressão em materiais termoplásticos”, explica Reiszel Pereira. E o custo para execução do projeto foi bem menor: menos de um décimo do de uma  impressora 3D nova de mesmo porte. “Nem tenho como dar um valor preciso, pois utilizei sucatas de materiais disponíveis na Esdi. Como a fresadora estava na escola há seis anos, os gastos foram apenas para a compra de parafusos e pequenas peças. Mesmo que todo material que usei fosse novo, gastaria no máximo algo perto de R$ 5 mil”, compara.

O engenheiro se empolga com o fato de muitos alunos já estarem usando a nova impressora em projetos de desenvolvimento de produto. “Isso nos permitiu transformar modelos virtuais em produtos reais”, afirma. Ele explica ainda que a fresagem permite obter algumas formas, mas com limitações. “Além de peças de decoração, já elaboramos recipientes para perfume, um sistema de liberação de remédios, a maquete de miniparque de diversões e várias outras coisas”, enumera. Ele afirma que continuará aperfeiçoando a tecnologia, agora com apoio da FAPERJ. “Muito em breve, esperamos empregá-la em materiais similares aos termoplásticos. Será o caso das cerâmicas, de enorme valor para moldes dentários e mesmo próteses ósseas”, conclui.

Fonte: FAPERJ – 15/08/2013

Colaboração enviada por: Adolpho Ribeiro Ladeira

%d blogueiros gostam disto: