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PORCOS SÃO PORCOS

CAROS LEITORES,

Recebi o texto Porcos são porcos, escrito por Beatriz Acampora, de um amigo. E resolvi postar para conhecimento de todos e reflexão. Particularmente o percebi como bem adequado ao cenário do cotidiano. Djanira Felipe de Oliveira – Mulher que escreve. Mulher que faz. E sabe o porquê.

porcosUm fazendeiro criava porcos em uma pocilga. Certa vez ele, cuidando dos porcos, teve muitos problemas. Um porco doente vomitou a lavagem em seus pés, um outro porco corria e espalhava lama para todo lado, sujando-o, outro porco fazia tanto barulho que o irritava profundamente, e, ainda, um outro porco queria derrubá-lo na lama e ele lutava para ficar em pé.

O fazendeiro simplesmente pensava: esses porcos estão me enlouquecendo, são todos sujos e não respeitam nada. Até que um porco, que gostava de se manter limpo e reservado, sem se misturar com os outros porcos, foi fazer um carinho em seu dono, querendo mostrar que ele era diferente, mas o fazendeiro simplesmente o chutou, porque para ele este era apenas mais um porco dentre todos os outros.

Assim como em uma pocilga com porcos, cada um de nós faz parte de um ou mais grupos e somos julgados, avaliados, a partir dos grupos aos quais pertencemos. Seu comportamento pode ser inteligível, nobre e respeitoso, mas se o(s) grupo(s) do(s) qual(is) você faz parte tem um comportamento diferente, você leva a fama por tudo de ruim e bom que a coletividade promove.

Dessa forma, é muito importante olhar o macro, escolher os grupos aos quais nos filiamos, buscar conciliar valores pessoais com valores coletivos e, até mesmo, saber quando é a hora de deixar de fazer parte de um determinado grupo. Cabe aqui as máximas “quem se mistura com porcos farelo come” e “diga com quem andas que te direis quem és”.

Muitas vezes você pode olhar à sua volta e perceber que as pessoas com quem você anda, se envolve e se relaciona têm comportamentos que você nunca teria. E você pode até mesmo tentar explicar aos outros, que assistem tais comportamentos, que você não é assim, mas, eles não irão acreditar porque o que o grupo representa é mais forte do que um único indivíduo.

Um brasileiro ao chegar em outro país representa o que o Brasil tem de bom ou ruim. Ele sempre será visto como um brasileiro. Se existem coisas que não são possíveis de serem mudadas, como ser brasileiro, por exemplo, outras, como fazer ou não parte de um grupo que não tem os mesmos valores que adotamos, apenas cabe a nós, o poder de decisão.

Por Beatriz Acampora

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