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NOVAS TECNOLOGIAS ENTRAM NO CORPO HUMANO

Às vezes, o avanço das tecnologias me assustam, mas enquanto a evolução ficar restrita ao corpo vou tentando suportar os receios, Acredito que o homem poderá inventar, clonar, coisificar, porém, a alma somente a Deus compete dar. Pensando assim fortaleço a minha Fé de que a criatura jamais deixará de ser criatura. Amém!

Saindo da minha consideração vamos ler a matéria que de fato auxiliará no campo da medicina e minimizará os sofrimentos das pessoas.

Djanira Felipe de Oliveira – Mulher que escreve. Mulher que faz.  E sabe o porquê.

Entre as inovações, destacam-se órgãos artificiais, câmeras em miniatura e impressoras 3D

 

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Mulher usa protótipo de pâncreas bio-artificial, em Estrasburgo, França

 

Paris – Uma câmera em miniatura engolida como se fosse um comprimido, um micro circuito fixado no olho, um pâncreas artificial: as tecnologias de vanguarda invadem o corpo humano para diagnosticar, tratar e curar.

A seguir, alguns objetos técnicos futuristas da medicina atual:

Câmera na pílula

Como no filme americano dos anos 1960 “Viagem Fantástica”, no qual um submarino em miniatura e sua tripulação viajam pelo corpo humano, a “vídeo-cápsula” é uma câmera fotográfica em miniatura do tamanho de uma pílula. O objetivo é explorar o trato digestivo, por exemplo, em casos se hemorragias sem explicação.

Esta cápsula, utilizada uma única vez, capta mais de 50.000 fotos em sua viagem interior, até ser expelida por vias naturais.

 A vantagem com relação à endoscopia é que não precisa de anestesia. Recomenda-se ao paciente caminhar durante o exame para facilitar a progressão da cápsula. As fotos são captadas à medida que o dispositivo avança, mediante captores e uma caixa portátil perto do corpo.

“A cápsula funciona bem e vários estudos demonstram sua boa sensibilidade para detectar pólipos”, pequenos tumores que podem provocar câncer, explicou o médico Jean-Christophe Saurin, do hospital Edouard Herriot, em Lyon. Mas um dos principais inconvenientes, segundo o gastroenterologista, é o preço: € 600, cerca de R$ 1.800.

Eletrodos na retina

Para curar a retinose pigmentar, uma doença hereditária degenerativa que causa cegueira aos 40 anos, uma solução de alta tecnologia, “o alto biônico”, está sendo implementada nos Estados Unidos e na Europa.

A ideia é simular artificialmente o olho com eletrodos colocados sobre a retina deficiente para recriar a visão. Mais de cem pacientes já receberam “retinas artificiais”.

“Se tivessem nos falado disto há dez anos, teríamos dito que é ficção científica. Hoje é uma realidade”, comentou Gérard Dupeyron, chefe do serviço de oftalmologia do hospital de Nîmes (sul da França). Um olho biônico custa em torno de € 100.000, cerca de R$ 300.000.

Pâncreas artificial

Em muitos casos de diabetes, as injeções já são coisa do passado. A bomba de insulina, que tem a forma de uma discreta caixinha levada na cintura, revolucionou a vida de inúmeros pacientes.

“As bombas são sistemas de injeção destinados a simular o funcionamento normal do pâncreas”, explicou o especialista em diabetes Leon Perlemuter no portal da liga de diabéticos da França.

Um dispositivo eletrônico, dotado de uma reserva de insulina e de um sistema de injeção ligado ao corpo por um cateter e uma pequena agulha, permite liberar continuamente a dose de insulina adequada.

“Para nós, diabéticos, é algo fantástico”, afirma Isabelle Blackie, em vídeo difundido pela Federação Francesa de Diabéticos (FFD).

A última etapa seria um aparelho autônomo e invisível implantado no abdômen.

Impressão em 3D de tecidos vivos

Aplicar o princípio das impressoras 3D aos tecidos vivos é o Graal buscado atualmente por vários laboratórios no mundo.

O objetivo é, mediante a superposição de finas camadas de células, reproduzir tecidos como cartilagem e órgãos inteiros para enxertá-los.

Vários avanços neste sentido foram alcançados em Estados Unidos, China e Grã-Bretanha.

No laboratório Biomateriais e Reparação de Tecidos da Universidade Victor Segalen, de Bordeaux (sudoeste da França), o pesquisador Fabien Guillemot trabalha na recriação de tecidos usando técnicas de impressão a laser.

“A ideia é reconstruir, diretamente in situ, dentro do corpo humano, o tecido de um órgão afetado, imprimindo diretamente os elementos biológicos”, explica.

 

Este avanço traz questões éticas. “Pode-se imaginar a utilização destas tecnologias (…) para fabricar tecidos artificiais, cujo desempenho será superior ao dos tecidos e órgãos atuais, o que não é necessariamente desejável”, acrescenta Guillemot.

http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/novas-tecnologias-entram-no-corpo-humano

 

 

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VOCÊ CONHECE A “INTERNET DAS COISAS”?

Pensar em ter uma vida com essas facilidades é muito bom, porém, preocupa-me chegar à era, na qual as pessoas sintam-se inúteis em virtude de tanta comodidade.

Djanira Felipe – mulher que escreve. Mulher que faz. E sabe por quê.

IoT

Quando você ouve a palavra Internet, qual a primeira imagem que vem na sua cabeça? 99% das pessoas pensariam em navegação por websites com os mais diversos conteúdos disponíveis na grande rede de computadores. Felizmente, esse tipo de pensamento já é passado. A resposta mais correta atualmente seria: uma grande rede virtual conectando pessoas, coisas e tudo que possa ser colado a uma etiqueta eletrônica (tag).

Essa conectividade de tudo é conhecida como “Internet das Coisas”. Não é um equipamento, nem um software. A Internet das coisas é uma tecnologia que está sendo desenvolvida para que os objetos do nosso dia-a-dia sejam criados em ambientes inteligentes, facilitando a vida das pessoas. Esse sistema conecta a Internet a diversos objetos, não somente os computadores, notebooks, tablets ou celulares, mas também as televisões, geladeiras, automóveis, entre outras coisas.

Se você ainda não tinha ouvido falar sobre isso, é bom se acostumar, porque o assunto deve inundar nossas vidas em pouco tempo, a começar pela própria internet como a conhecemos hoje.

Hoje já temos carros conectados, que podem ser guiados sem a necessidade de um motorista. As geladeiras já estão conectadas na Internet, permitindo inclusive ser identificado automaticamente quais os alimentos que estão faltando e criar uma lista de compras, sem a necessidade do usuário sequer ter alguma interação. Arrisco a dizer que muito em breve, sua geladeira poderá acessar o site do supermercado e fazer as compras por você, sem precisar sair de casa.

A Internet das coisas nasceu no laboratório Auto-ID do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e se refere ao conceito de identificação por RFID (Radio-Frequency IDentification) e marcação de objetos do mundo físico. O RFID é um método de identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente através de dispositivos denominados etiquetas RFID. Uma etiqueta (ou tag) RFID é um transponder, pequeno objeto que pode ser colocado em uma pessoa, animal, equipamento, embalagem ou produto, entre outros.

Um estudo da empresa americana Cisco Systems mostra que, atualmente, já existem mais objetos conectados à Internet do que pessoas no mundo. Em 2020, 50 bilhões de coisas estarão conectadas à Internet. Em uma década, empresas e consumidores terão visto US$ 14,4 trilhões circularem por causa desta nova era, segundo previsão da empresa.

Rob Lloyd, presidente de vendas e desenvolvimento da Cisco Systems, declarou em uma conferência em março deste ano que 99% dos eletrônicos do mundo estão desconectados da internet. Por isso, o próximo passo é a Internet das coisas, em que esses dispositivos poderão ser postos online. Os setores de fabricação, público, energia, utilidades, saúde, finanças, seguros, transporte e distribuição serão os primeiros a se movimentar neste sentido, na visão da Cisco.

Um startup holandesa, a Sparked, colocou sensores com wireless no gado. Assim, quando um animal está doente ou quando uma vaca está grávida, os sensores avisam o fazendeiro.

Algumas marcas já usam a Internet das Coisas para se manter na lembrança de seus consumidores. É o caso da água Bonafont, que criou a geladeira que twitta quando o usuário abre o eletrodoméstico para beber água. Segundo o vídeo da marca sobre a geladeira, “Bebemos menos água do que deveríamos. Embora o mínimo indicado seja o consumo de dois litros de água por dia, cada brasileiro toma, em média, 1,2 litros diários. A razão é muito simples: ninguém se lembra de beber água. Principalmente durante o expediente de trabalho”.

A ideia da empresa é que os usuários do Twitter se lembrem de beber água ao ver as publicações, ficando cientes do consumo mínimo.

Elise Ackerman, colunista da Forbes, recentemente cogitou a ideia de que uma startup de internet das coisas poderia ser a próxima Microsoft. Sarah Rotman Epps, analista da Forrester, escreveu em seu blog sobre o papel que as tecnologias vestíveis, proeminentes do segmento da internet das coisas, desempenharão no futuro da computação pessoal.

A empresa de consultoria Gartner mencionou a internet das coisas entre as Top 10 tendências de estratégia tecnológica para 2013, afirmando que mais de 30 bilhões de objetos serão conectados até 2020.

Segundo o Gartner, a Internet das coisas vai apoiar fortemente a TI, principalmente no Brasil, onde há mais de 260 milhões de celulares ativos. De acordo com uma pesquisa global da consultoria, hoje, mais de 50% das conexões de internet são para conectar coisas. Em 2011, foram 15 bilhões de conexões permanentes e 50 bilhões esporádicas. A previsão do Gartner é de que esses números cresçam dez vezes até 2020.

Isso é apenas o inicio de um ciclo de renovação tecnológica que nos auxiliará na otimização de nossas tarefas consideradas básicas e simples. Bem vindo à internet das coisas, bem vindo ao novo mundo onde a internet começa dar vida aos mais simples aparelhos que fazem parte do nosso cotidiano.

Erick Pedretti Nobre é especialista em segurança da informação, gerenciamento, wireless, e Account Manager da empresa CYLK

Fonte: Consumidor Moderno – 09/12/2013

                                               

TECNOLOGIA QUE TRANSFORMA QUALQUER SUPERFÍCIE EM TELA TOUCH JÁ ESTÁ À VENDA

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Transformar uma parede, por exemplo, em uma interface touch pode ser muito útil para professores ministrarem aulas, para jogar games interativos ou até mesmo para lojas demonstrarem seus produtos. A tecnologia que antes era um protótipo criado pela startup Ubi, utilizando o Kinect da Microsoft para o Windows, está pronta para chegar aos consumidores e seu período de vendas foi iniciado. As informações são do CNET.

A Microsoft anunciou que a Ubi tem trabalhado em cojunto com mais de 50 organizações para desenvolver o software e, agora, está aceitando as primeiras encomendas para o seu sistema. “Queremos que a colaboração humana e informação estejam a uma distância de apenas um toque de seu dedo, não importa onde você esteja”, afirmou no blog oficial da empresa Anup Chathoth, cofundador e CEO da Ubi. “Ao tornar possível transformar qualquer superfície em uma tela sensível ao toque, nós eliminamos a necessidade de um hardware para a tela e, assim, reduzimos os custos e ampliamos as possibilidades para permitir exposições interativas em locais onde antes não eram viáveis, como em paredes em espaços públicos”.

O projetor reflete a imagem em um vidro e um sensor Kinect, do outro lado, é usado para rastrear os movimentos dos usuários, permitindo que eles interajam com o sistema usando apenas o toque, como fariam utilizando um smartphone ou um tablet. O sistema do Kinect opera nativamente com a interface touchscreen do Windows, permitindo que os ícones possam ser acessados apenas com um toque e fotos ampliadas usando recursos multitouch.

Devido ao mapeamento 3D do Kinect, o sistema é capaz de dizer quando os usuários fizeram um clique completo, ao invés de apenas pairar com seus dedos sobre a tela, o que permite que os usuários folheiem páginas ou as percorram sem acabar selecionando itens com cada movimento que fizerem.

Para que o sistema funcione, os usuários precisam de um computador rodando o software desenvolvido pela Ubi, um projetor e o Kinect para Windows. O software da Ubi é comercializado em quatro pacotes distintos variando entre o Basic por US$ 149 (R$ 345) e o Enterprise por US$ 1.499 (R$ 3.477). O Kinect para Windows custa US$ 250 (R$ 580).

Fonte: Canal Tech – 19/08/2013

4G: VOCÊ SABE O QUE É E QUANDO PODERÁ USAR ESSA TECNOLOGIA?

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Transmitida por modems de iPhones e Smartphones, a internet 3G chegou ao Brasil em 2009 e abriu concorrência entre as operadoras de telefonia móvel para fornecer o melhor serviço de internet aos seus usuários. O padrão foi estabelecido com base na família de normas da União Internacional de Telecomunicações  no âmbito do Programa Internacional de Telecomunicações Móveis  e alcança até 1 megabit por segundo de velocidade. Entretanto, para o usuário, esse volume passou a não ser mais suficiente e a Anatel iniciou o processo para adesão da geração de internet 4G que promete ser 10 vezes mais rápida, além de melhorar a qualidade dos vídeos vistos em tempo real, sem necessidade de download.

Toda essa expectativa em relação ao 4G aumenta quando se fala de Copa do Mundo, pois será possível, por exemplo, realizar transmissões ao vivo com apenas um celular nas mãos. Entretanto não será tão simples, alerta Marcelo Motta, professor de Engenharia Elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia. “O desafio do Brasil é maior do que o da África do Sul, porque, em 2014, os estádios estarão ainda mais cheios de smartphones e tablets.”

O prof. Motta explica que sinal é como uma estrada e os aparelhos como carros que, em grande número, podem congestionar esse meio. Como consequência, os sinais de alguns aparelhos podem ser passados para caminhos alternativos e mais lentos, frequências do 2G. Nesse caso, para sinalizar, em seu gadgetaparecerá a letra “e”, de edge (limite) no aparelho. Nos piores casos, quando o tráfego de dados se coloca acima da média natural, tanto o 3G quanto o 2G ficam congestionados não havendo sinal algum.

As medidas anunciadas para que o Brasil se equipare a países como Estados Unidos e Japão admitem que as operadoras abram os sinais 3,5G.  Outra possibilidade está em que,  até a Copa de 2014, o sinal LTE (4G) chegue ao Brasil.  “A proposta é que todos os sistemas funcionem ao mesmo tempo. Se o 4G ficar congestionado, o sinal vai para o 3,5G e assim por diante”, esclarece Motta.

Embora as empresas estadunidenses usem comercialmente o termo 4G, os japoneses seguem o que sugere a União Internacional de Telecomunicações, órgão da ONU, que considera 4G a conexão com velocidade de download de pelo menos 100 Mb/s. A tecnologia funciona perfeitamente em laboratório, mas ainda faltam alguns anos para chegar às ruas. Um dos principais desafios consiste em  reduzir o tamanho do aparelho receptor.

O governo promete o 4G: com 10 megabits/segundo, operará em todas as cidades-sede para a Copa do Mundo, com a abertura de licitação para concessão da tecnologia em abril deste ano. A expectativa é que as operadoras gastem juntas cerca de US$ 18 bilhões, ainda neste ano, na expansão da rede. “O Brasil está atrasado três anos, mas ainda há tempo de instalar as novas redes. Muitas vezes se chega à situação de se ter de investir em inovações sem ao menos obter resposta de experiências anteriores”, conclui o professor.

Fonte: http: // www. maua .br/ infomaua / texto /id / 260

ESTAMOS (PRE)PARADOS PARA A TECNOLOGIA?

Muito já se discutiu sobre as gerações “X” e “Y”. Muito se falou sobre a era tecnológica que experimentamos e o quanto estamos inseridos nesse contexto. Mas, será que a tecnologia contribui de forma positiva com a nossa qualidade de vida? Em que nossos governantes contribuem para que estejamos preparados para o uso da tecnologia? Estamos mesmo preparados?

Não há dúvidas de que as coisas mudam mais rápido do que podemos compreendê-las. Sou daqueles que gostam de ler o manual. Mas, isso não me impediu de comprar uma TV de última geração há três anos e no ano seguinte ela já não atendia às necessidades do mercado digital, sem interatividade, internet e plugs que conectam o que nem se imaginava no ano passado. Não que eu use tudo o que ela oferece, mas custou mais do que uma nova que atende a tudo isso… Aí quando mexe no bolso a coisa complica.

Aos jovens que me leem, fica difícil explicar como foi a minha juventude sem o acesso tecnológico de hoje. Imaginem vocês, ter que ir ao banco, enfrentar filas que tomavam as portas para pagar uma simples conta de energia – e não sou tão velho assim, só tenho 40.

A era tecnológica se via pela TV, nos filmes cheios de (d)efeitos especiais bem diferentes de hoje. Se Spilberg teve que aguardar a tecnologia avançar para filmar suas ideias, imagine assistir a um Super-Homem que, para passar a imagem de estar voando, ficava sobre uma mesa […].

Lembro-me da primeira vez que ouvi falar da internet. Não se tinha noção do quanto isso mudaria nossas rotinas. Lembro-me quando minha mãe usou a lavadora de roupas pela primeira vez. Pura praticidade! Revolução no gerenciamento do tempo das donas-de-casa. Pensar que a geladeira lá de casa só sabia o que era degelo automático quando faltava energia […] e isso acontecia numa frequência irritante.

Irritante mesmo era saber que vivíamos o passado de muitos países. Ainda há muito disso, mesmo com a velocidade da globalização. Ainda experimentamos tecnologias que estão presentes nas rotinas de muitos países há algum tempo. Produtos que ainda não chegaram ao nosso mercado. A minha TV de hoje estava lá no ano passado…

Nesse ponto, entram as questões das políticas governamentais. Nossas leis de importação ainda visam arrecadação e não uma inclusão. Visam proteção de um mercado e não sua expansão através do desenvolvimento de novas tecnologias – Abordei esse assunto no artigo sobre “Déficit Tecnológico” onde se prevê que o Brasil, daqui vinte anos, será um mero importador de tecnologia se não investir em novas ideias que possam nos assegurar uma posição diferente no mercado –. A questão do risco nos negócios, que sabemos ser tão presente nos mercados hoje, é impedida pela “superproteção” das nossas leis que atuam de forma a “premiar” com garantias esses mercados que não se desenvolvem tecnologicamente e, assim, nos privam da tecnologia que sabemos existir, mas só temos acesso se formos ao seu encontro. Assim mesmo, limitados por peso e valor.

A questão cultural diz muito sobre a absorvência dos meios tecnológicos. Ainda vejo idosos recebendo sua aposentadoria em bancos os quais eles gostariam que fossem todos como antes. Afinal, esse “troço” de caixa eletrônico nunca funciona direito com eles. Isso deve ser respeitado, mesmo que a nossa “pressa” nos incentive a reclamar da situação. Esse é o caso da velocidade da inovação não ser compatível com a velocidade cultural. Nossa inclusão digital é bem recente e até que haja coesão dessas velocidades ainda levará um tempo.

Num país onde não se garante a todos o acesso à escola, onde as escolas não têm acesso à informática, onde vemos a tecnologia perto dos olhos e longe dos bolsos, não se pode exigir a aptidão de todos com as teclas e sensores espalhados por todos os cantos. Culturalmente, algumas vantagens tecnológicas ainda não são aceitas como pensamos. E por mais que achemos ou queiramos que todos estejam nessa velocidade, tudo acontece a seu tempo. Aliás, tempo é a maior vantagem da tecnologia, maior que a qualidade. A chave está aqui: Se a tecnologia contribui ou não com nossa qualidade de vida, nós decidimos ao usar o tempo a mais que ela nos proporciona.

É certo que minha máquina de escrever está mais do que aposentada. Hoje não perco tempo com correções, basta teclar o “del” e recomeçar; nada de borrachinha de apagar. Nada de pesquisar palavras no dicionário, só preciso de um bom revisor de textos. Talvez nem precise mais estudar, só é necessário saber apertar a tecla certa […].

Sou fã da tecnologia, mas confesso que me incomoda ver a transformação do conforto em sedentarismo, da facilidade em comodismo. A tecnologia facilita nossas vidas, mas não podemos deixar de vivê-las. Você não está nu porque esqueceu o celular em casa. É você quem ainda tem que pensar ao executar suas tarefas. Em casa, estamos deixando tudo automatizado. No trabalho, já faz muitas das nossas tarefas. As máquinas já tomam nossas vagas, mas continuamos no controle. […] Alguém pode falar isso para elas?

Fonte: Logística Descomplicada – 02/07/2012

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