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LOJAS COLOMBO FIRMAM ESTRATÉGIA EM REDES SOCIAIS PARA “NÃO PERDER DINHEIRO”

Crédito: Adriele Marchesini

 

Luis Carlos Alberti, gerente de TI das Lojas Colombo, no IT Forum 2012

Muito mais do que uma forma de ganhar dinheiro, a escolha das Lojas Colombo de entrar nas redes sociais foi a de não perder oportunidades. Com faturamento que fica em torno de R$ 50 mil ao mês de compras no e-commerce vinda de redes sociais, o gerente de TI da empresa, Luis Carlos Alberti, foi direto: “se fosse pelo valor financeiro, não teríamos entrado. Mas não temos  ideia do que poderíamos perder se não estivéssemos lá”, afirmou. Além de substituir o e-mail, a tecnologia, na visão de CIOs, vai roubar a parcela de investimento publicitário que hoje é predominante das mídias de massa.

 

As declarações foram dadas durante a sessão Intercâmbio de Ideias, debate com cerca de 20 pares, realizado neste domingo (29/04) na 14ª. edição do IT Forum, realizado na Praia do Forte (BA), com cerca de 200 CIOs das 500 maiores empresas do Brasil. Segundo Alberti, no período de 30 a 40 dias, a companhia vai permitir a transação financeira dentro do ambiente social. “Quando a Colombo entrou na rede social? Eu não sei responder. Já estávamos nas redes sociais, com comentários de nossos clientes, antes de estarmos lá oficialmente”, comentou o executivo. Atualmente o serviço de e-commerce da empresa tem plug-in de compartilhamento com cerca de 320 redes sociais, das quais, predominantemente, são Facebook, Twitter e LinkedIn. “Queira ou não já estamos lá dentro. Cabe a nós participar, colaborar, nos defender e gerar negócios também”, disse.

 

O serviço de e-commerce da empresa começou em 2002. A plataforma representa hoje R$ 20 milhões de faturamento ao mês. A companhia se vale de APIs que as próprias redes sociais para produzir a conexão com redes sociais, além do Addthis, uma ferramenta que efetua esse processo de compartilhamento com diversas outras. A parte de monitoramento  fica com  uma agência de publicidade, que passa as informações para a companhia, responsável na sequência, pela resposta ou ação com clientes. “Se for uma mentira temos de estar lá para desmentir. Se for verdade temos de estar lá para acompanhar e potencializar essa verdade”, comentou o executivo.

 

Segundo especialistas, o social business iniciou-se no que foi chamado de uma primeira onda: quando as empresas, assim como Alberti, notaram que suas marcas já estavam nas redes, por conta de comentários dos consumidores. Neste ponto, a estratégia era entender o que era discutido e qual a impressão dos usuários a respeito dos serviços e produtos oferecidos. Esta fase caminha para o fim, dando início a um movimento de rentabilização do ambiente social. A terceira fase é de substituição da publicidade, considerada como dispersiva, de massa, e sem uma comunidade foco para atingir, por este novo ambiente.

 

Mauricio Carvalho Arguello, CIO da Heineken, foi um dos presentes que pontuou a evolução dos processos de marketing, aliados sempre ao ambiente de TI, neste movimento cada vez mais social. “Tivemos casos de campanhas que, antes de irem para a televisão, já tinham sido vistas um milhão de vezes no Youtube. O quanto isso vale para o negócio, em termos de marca, é absurdo”, comentou. O executivo citou ainda uma experiência da companhia na Bélgica, com uma marca de cerveja do grupo. A equipe fez uma ação, oferecendo a bebida aos consumidores nas ruas e questionando se eles haviam gostado do sabor. O resultado: 93% aprovaram.  A companhia, então, colocou um caminhão em frente à fábrica concorrente com os dizeres: “93% dos moradores da cidade aprovam nossa marca. Os outros 7% trabalham nesta empresa”. Indignados, colaboradores da companhia alvo de sua concorrente fotografaram o caminhão e compartilharam o fato nas redes sociais com comentários incrédulos. O resultado? A ação tornou-se um viral no ambiente online e a participação de mercado da marca passou de 5% para 15%.

 

Citando pesquisas mundiais que pontuam 92% de influência de indicação de amigos quando um consumidor vai adquirir um produto ou serviço e 60% de efeito de publicidade na televisão, Luca Cavalcanti, diretor de canais digitais do Banco Bradesco, acredita que a mídia tradicional ainda tem bons anos pela frente, mas que é inegável o processo sem volta pelo qual passa essa integração de tecnologia e marketing.  E o alerta: esse papel de contato com o público deve ser feito por colaboradores internos da empresa, já que o risco da exposição é extremamente grande e pode definir o fim de uma marca. O executivo foi palestrante, também no IT Fórum, de intercâmbio de ideias sobre o mesmo tema, horas antes.

 

“Enxergamos a rede social como um ambiente hostil se ele não for cuidado. Se você cuida, é amigável. Mas é muito arriscado fazer nele um marketing aberto”, opinou, dizendo que no caso do banco, a resposta via redes sociais deve ser feita em até cinco minutos – mesmo que o problema não tenha sido resolvido, é preciso repassar ao cliente que o tema está sendo estudado.

 

E o executivo chama novamente a atenção. “Não existe hoje uma ferramenta que gerencie completamente as mídias sociais. Todo mundo que vende [fornecedores] dizem que existe, mas não são completas”, criticou, comentando que esse gap de fornecimento está exatamente nos serviços de pesquisa e acompanhamento de respostas.

 

Marketing e TI

Regina Pistelli, CIO do Grupo ABC, concorda com a integração TI e Marketing. “Mudou muito a relação entre os departamentos. Fomos para o negócio de todo o jeito”,comentou, detalhando que a equipe de marketing interna, muitas vezes, fica em contato com a de agências de publicidade contratadas para a gestão de ações nas redes sociais como uma conselheira. Entre as dicas estão a compreensão de a tecnologia empregada na prestação de serviços está adequada ao preço.

 

Luís Antonio Bertges, da Citroen, lembrou que este canal interativo é direcionado sempre no conceito de massa e comunidade: uma pessoa compartilha um problema. No momento em que outra pessoa concorda com a questão, está formado um grupo que se une para comentar. “É muito difícil chegar ao presidente de determinada empresa pelo serviço de 0800. Pelas redes sociais não. E se o problema não for só meu, é ainda mais fácil”, comentou

 

http://informationweek.itweb.com.br/8104/lojas-colombo-firmam-estrategia-em-redes-sociais-para-nao-perder-dinheiro/

EM REDES SOCIAIS, MAIORIA DOS CONSUMIDORES QUEREM INFORMAÇÕES AO INVÉS DE DESCONTOS

Consumidores que seguem varejistas em sites de redes sociais não necessariamente estão em busca de alguma recompensa. Ao invés disso, os compradores querem obter informações sobre produtos, segundo um estudo global realizado pela Fleishman-Hillard International Communications e Harris Interactive. 

Globalmente, 79% dos entrevistados afirmam seguir empresas em sites de redes sociais para saber mais sobre a marca, enquanto receber descontos aparece na terceira posição com 76%. Outros fatores importantes para seguir uma marca são obter informações exclusivas (73%), conceder feedbacks positivos (69%) e compartilhar conteúdo em geral (67%). 

O estudo também mostra que a internet é o meio com maior influência sobre os compradores, com 66% dos entrevistados afirmando acessar a internet para ajudá-lo em sua decisão de compra, à frente de conselhos offline de amigos, parentes e colegas (61%), e-mail (51%), televisão (42%), jornais (43 %), mala direta (37%), revistas (28%) e rádio (28%). 

Em todos os países os consumidores são mais propensos a utilizar a web antes de comprar produtos relacionados a viagens e lazer (61%) e eletroeletrônicos (52%). Além disso, a maioria (89%) dos consumidores acessa motores de busca para encontrar informações sobre produtos, ao invés de websites de empresas (60%), sites de opinião (50%), sites de notícias (24%) e fóruns onde eles postam perguntas (24%).

 

Fonte: E-commerce News 08/02/2012

 

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