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O POETA E O HOMEM

O POETA E O HOMEM
Por Djanira Felipe

Ser poeta é ter a capacidade de transcender os limites dos sentidos limitados e contemplar o mundo pelo olhar da alma.

O poeta que segura o livro parece abrigar com serenidade o homem desvalido, possivelmente do amparo familiar e da corporação social, cansado das provas da vida ou simplesmente um homem que precisa de colo.
O livro, o homem, ambos têm histórias que os poetas sabem perceber e contar muito bem. Há casos nos quais os autores acabam sendo transformados em personagens, ainda que seja independentemente da sua vontade. O poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu: “Tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra…” se o poeta olhasse a imagem que inspira este texto poderia por metáfora igualmente dizer: − Há um homem no colo de um poeta no colo de um poeta há um homem. Talvez Drummond dissesse isto porque o homem passa a ser o objeto da exterioridade comportamental da sociedade.
Um homem no colo do poeta, um homem que necessita de atenção, de um amigo, de um abrigo. No silêncio barulhento da Orla de Copacabana, os pensamentos e os olhares se fazem entender, enquanto as dores contidas são representadas num simples pedido de socorro, na segunda maior cidade do Brasil.
Nem se faz necessário encontrar-se lá para saber que os transeuntes são indiferentes a situação, salvo para fotografar como mero registro de um passeio no calçadão de Copacabana. Mas, e a face oculta? Os sentimentos? O calor humano que se faz representado pelo metal frio da estátua do poeta que pelo que aparenta é mais humano do que os humanos.
É inexplicável a sensação de entrega que a imagem passa para um bom observador. Um grito silencioso! Um pedido de assistência! Um colo para descansar simplesmente.

No colo do poeta o homem descansa. O homem descansa no colo do poeta.
O poeta acolhe o homem que a sociedade insiste em rejeitar.

Como pano de fundo o céu e o mar que complementam o cenário com toda a magia da poesia que existe desde a imagem até a leitura de cada olhar. Difícil avaliar o quanto há de vida real e arte nesta imagem de autoria anônima foto que é nada mais do que o retrato de uma realidade nua e crua, resultado de um sistema cruel aos menos favorecidos e também Filhos de Deus. Acorda Brasil!

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DIA DOS POETAS – 20 DE OUTUBRO

De Poeta para Poetas – Parabéns a todos nós!

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Poetas Loucos

Será que os poetas são loucos

Por acreditar e escrever poesias.

Será que os poetas são loucos

Por traduzir sonhos em letras e expressar alegorias.

Será que os poetas são loucos

Por momentos ousar produzir alegrias.

Será que os poetas são loucos

Por falar em filosofia.

Será que os poetas são loucos

Pela mágica que os guia.

Será que os poetas são loucos

Por viverem no mundo real e de fantasias.

Quero crer que todo poeta é um arquiteto da mente

Que invade a alma da gente e, com as letras, fala o que sente.

Djanira Felipe de Oliveira ( Da obra Viajante do Universo da autora)

O NATAL COM MAIS POESIA

Pensou em presentear um amigo, parente, seu chefe, professor ou um colega de trabalho?  Faça com poesia! Promova um Viver com mais poesia! O Livro Viajante do Universo à venda na Livraria Cultura e com a autora. Acesse http://www.djanirafelipe.com.br e adquira o seu ou o presente para um ente querido.

Aos Amigos dos Correios o Livro está à venda pertinho de vocês na Banca de Jornal do edimilson.

Djanira Felipe – Mulher que escreve. Mulher que faz. E sabe o porquê.

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DJANIRA FELIPE DE OLIVEIRA – ACADÊMICA TITULAR DA LITTERARIA ACADEMIAE LIMA BARRETO – CADEIRA 65

DEDICO À ELIZ E AOS MEUS AMIGOS E LEITORES INCENTIVADORES, QUE JÁ FAZEM PARTE DA MINHA HISTÓRIA.

Para conferir: http://lalb.com.br/academicostitulares.html – Seccional Sudeste, e na Aba Notas do site mais uma surpresa: http://lalb.com.br/notas.html – Vejam lá!

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Saudações acadêmicas.

Ontem, 30 de agosto de 2015, recebi um presente. Uma agradável surpresa para quem gosta de transitar em mais de uma dimensão por meio da escrita, ou seja, ser escritor/poeta. Como costumo dizer que:

Ser poeta é ter a capacidade de transcender os limites dos sentidos limitados e enxergar o mundo pelo olhar da alma.

É com imensa alegria no coração que apresento os meus sinceros agradecimentos pela aprovação por unanimidade do meu nome para compor o Plenário do Corpo de Acadêmicos Titulares da Litteraria Academiae Lima Barreto. E Especial Gratidão à CBJE – Câmara Brasileira de Jovens Escritores pela indicação do meu nome, outra surpresa que refrigera a alma.

Sinto-me honrada em ocupar a Cadeira 65 como Acadêmica Titular da Litteraria Academiae Lima Barreto e farei jus à indicação, aprovação e reconhecimento, razões pelas quais estou muito feliz.

Abraços fraternos e poéticos aos seus corações.

Djanira Felipe

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