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4G: VOCÊ SABE O QUE É E QUANDO PODERÁ USAR ESSA TECNOLOGIA?

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Transmitida por modems de iPhones e Smartphones, a internet 3G chegou ao Brasil em 2009 e abriu concorrência entre as operadoras de telefonia móvel para fornecer o melhor serviço de internet aos seus usuários. O padrão foi estabelecido com base na família de normas da União Internacional de Telecomunicações  no âmbito do Programa Internacional de Telecomunicações Móveis  e alcança até 1 megabit por segundo de velocidade. Entretanto, para o usuário, esse volume passou a não ser mais suficiente e a Anatel iniciou o processo para adesão da geração de internet 4G que promete ser 10 vezes mais rápida, além de melhorar a qualidade dos vídeos vistos em tempo real, sem necessidade de download.

Toda essa expectativa em relação ao 4G aumenta quando se fala de Copa do Mundo, pois será possível, por exemplo, realizar transmissões ao vivo com apenas um celular nas mãos. Entretanto não será tão simples, alerta Marcelo Motta, professor de Engenharia Elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia. “O desafio do Brasil é maior do que o da África do Sul, porque, em 2014, os estádios estarão ainda mais cheios de smartphones e tablets.”

O prof. Motta explica que sinal é como uma estrada e os aparelhos como carros que, em grande número, podem congestionar esse meio. Como consequência, os sinais de alguns aparelhos podem ser passados para caminhos alternativos e mais lentos, frequências do 2G. Nesse caso, para sinalizar, em seu gadgetaparecerá a letra “e”, de edge (limite) no aparelho. Nos piores casos, quando o tráfego de dados se coloca acima da média natural, tanto o 3G quanto o 2G ficam congestionados não havendo sinal algum.

As medidas anunciadas para que o Brasil se equipare a países como Estados Unidos e Japão admitem que as operadoras abram os sinais 3,5G.  Outra possibilidade está em que,  até a Copa de 2014, o sinal LTE (4G) chegue ao Brasil.  “A proposta é que todos os sistemas funcionem ao mesmo tempo. Se o 4G ficar congestionado, o sinal vai para o 3,5G e assim por diante”, esclarece Motta.

Embora as empresas estadunidenses usem comercialmente o termo 4G, os japoneses seguem o que sugere a União Internacional de Telecomunicações, órgão da ONU, que considera 4G a conexão com velocidade de download de pelo menos 100 Mb/s. A tecnologia funciona perfeitamente em laboratório, mas ainda faltam alguns anos para chegar às ruas. Um dos principais desafios consiste em  reduzir o tamanho do aparelho receptor.

O governo promete o 4G: com 10 megabits/segundo, operará em todas as cidades-sede para a Copa do Mundo, com a abertura de licitação para concessão da tecnologia em abril deste ano. A expectativa é que as operadoras gastem juntas cerca de US$ 18 bilhões, ainda neste ano, na expansão da rede. “O Brasil está atrasado três anos, mas ainda há tempo de instalar as novas redes. Muitas vezes se chega à situação de se ter de investir em inovações sem ao menos obter resposta de experiências anteriores”, conclui o professor.

Fonte: http: // www. maua .br/ infomaua / texto /id / 260

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