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PROTESTE ALERTA SOBRE ITENS PROIBIDOS NA LISTA DE MATERIAL ESCOLAR

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Lei Federal proíbe que itens de uso coletivo sejam exigidos em relação.

Com a volta às aulas, os pais devem ficar atentos à lista de material escolar. E a PROTESTE alerta para a proibição dos itens de uso coletivo, como papel sulfite em grandes quantidades, copos descartáveis, papel higiênico, álcool, materiais de escritório e produtos de limpeza.

A Lei Federal (12.886/13), que entrou em vigor há pouco mais de um mês, proíbe que estes itens, considerados de uso coletivo, sejam cobrados dos pais. Segundo a lei, os custos correspondentes a este tipo de material devem ser incluídos no valor da anuidade escolar.

“O ideal é ver a lista antes para checar se a escola pede o material de forma correta ou se comete alguns abusos”, avalia Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.

A PROTESTE lembra que os pais têm o direito de conhecer a lista antes de assinar o contrato. Caso a listagem não esteja pronta, a família pode solicitar a relação do ano anterior para ter uma base e combinar com o colégio uma data para recebê-la. Esta é a única forma dos pais evitarem surpresas desagradáveis.

A escola também não pode exigir que o pais comprem itens de uma determinada marca, papelaria ou dentro da instituição. Ela pode até oferecer este serviço, mas tem de dar a opção de escolha à família e oferecer um prazo para a entrega da lista. A única exceção é para as apostilas fabricadas pela própria escola. Se este material for obrigatório, o colégio tem o dever de informar aos pais na hora da matrícula.

E caso seja comprovada alguma cobrança indevida, a escola pode ser penalizada e obrigada a ressarcir o valor pago em dobro.

Para facilitar a vida dos pais e alunos, a PROTESTE elaborou a Cartilha do Estudante, com dicas para que os gastos com material pesem menos no orçamento familiar. A publicação online está disponível aqui.

Antes de sair às compras, os pais devem verificar se há produtos que sobraram do ano anterior, em bom estado, que podem ser reaproveitados. E devem pesquisar os preços em diversos pontos de vendas e na impossibilidade de comprar cada item em estabelecimentos diferentes, a saída é pesquisar a lista como um todo.

Também é aconselhável não levar os filhos às compras, para evitar pressões pela aquisição de produtos da “moda”. A escola não pode exigir a aquisição de produtos de uma determinada marca ou local específico.

Avalie a qualidade dos produtos, o preço e as condições de pagamento. Sempre negocie descontos ou melhores condições de pagamento. E exija sempre a nota fiscal, tíquete do caixa ou cupom do ponto de venda (CPV), fundamentais se houver ecessidade de troca.

Fonte: www . proteste . org . br / nt / nc / press-release/proteste-alerta-sobre-itens-proibidos-na-lista-de-material-escolar

A EDUCAÇÃO DIGITAL DEMANDA NOVOS FORMATOS DE ESCOLAS E DE MATERIAL DIDÁTICO

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Que tipo de escola poderá atender com eficiência essa geração de nativos digitais que está chegando? Como geradores de conteúdo, de que forma conseguiremos estruturar um material didático adequado a essa nova realidade?

Há algumas semanas, em um jantar com amigos, chamou minha atenção a desenvoltura da pequena Heloísa em manusear o smartphone de seu pai. Com apenas um ano e meio de idade, mal começando a articular as primeiras frases, ela transitava entre os programas e facilmente explorava os aplicativos que abria. Eu já havia visto alguns vídeos com crianças brincando em tablets e similares, mas a experiência de acompanhar o evento de perto foi marcante e despertou em mim algumas reflexões. 

Que tipo de escola poderá atender com eficiência essa geração de nativos digitais que está chegando? Como geradores de conteúdo, de que forma conseguiremos estruturar um material didático adequado a essa nova realidade? 

Como nativo analógico, devo dizer que me sinto confortável em lidar com papel quando leio livros ou imprimo os arquivos com dados que levarei às reuniões. No entanto, também sou migrante digital e confesso ficar fascinado com os novos recursos e tecnologias à nossa disposição, tanto aqueles que facilitam o cotidiano, como os já citados tablets e smartphones, quanto os que são voltados para o mundo educacional. 

O tempo do professor em sala de aula hoje é otimizado com o auxílio dos recursos existentes nos programas de criação de apresentações e nas lousas digitais; o estudo do aluno em casa é incrementado pela facilidade de pesquisa em sites de busca e pela permanente comunicação com a escola, a qual, por meio de portais cada vez mais sofisticados, coloca à sua disposição aulas de reforço, listas de questões, atividades de fixação, revisão e aprofundamento. 

No entanto, a rapidez com que avança a tecnologia e a forma como se sucedem as gerações de estudantes (e, no que se refere à população discente, o intervalo entre gerações é cada vez mais curto) trazem a certeza de que a transformação será mais profunda do que a que temos hoje. O aproveitamento dos recursos tecnológicos que já existem e dos que virão passará necessariamente por uma modificação na linguagem educacional, na qual o aluno deixa de ser um componente passivo e se torna um elemento ativo do processo de ensino e aprendizagem. Condições para isso já existem: recursos audiovisuais que permitem contextualizar os conceitos apresentados, atividades especialmente desenvolvidas para possibilitar a aprendizagem contínua e significativa, uso de devices em sala de aula que acessam as redes colaborativas. 

Ao professor está reservado o importante papel de coordenador do processo, mediando o caminho do aluno rumo à aprendizagem e à aplicação dos fundamentos. Por isso, é necessário e urgente capacitar os mestres desde sua formação; assim, poderão chegar à atividade docente com a consciência de que os conteúdos não são simplesmente alvo para a memória, mas ferramentas que possibilitam o desenvolvimento das habilidades e competências fundamentais para o pleno exercício das capacidades de nossos jovens. 

Fernando Almeida é biólogo, professor e diretor editorial do Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva.

Fonte: Administradores – 07/05/2013

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