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RJ: em protesto, professores enterram contracheques no Leblon

Os professores do Estado do Rio de Janeiro fizeram uma manifestação atípica na manhã deste domingo: enterraram seus contracheques na praia. Foto: Futura Press

Protesto: professores enterraram seus contracheques na areia da praia
Foto: Futura Press

Priscilla Costa

Os professores do Estado do Rio de Janeiro fizeram uma manifestação atípica na manhã deste domingo. Levaram para a Avenida Delfim Moreira, no Leblon, zona sul do Rio, seus contracheques, numa forma de reivindicação de aumento em seus salários. Ampliados em cartazes, os documentos foram enterrados na areia da praia.

A concentração promovida pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ (Sepe) reuniu aproximadamente 300 pessoas, entre professores, estudantes e moradores do bairro. Muitos deles, segundo Leila da Silva Xavier, uma das coordenadoras do Sepe, se empolgaram e tomaram a palavra ao microfone várias vezes durante o manifesto.

“Muitos moradores têm seus filhos matriculados em escolas particulares e nem sabem do descaso que sofremos. A maioria ficou bem indignada com os valores que nós recebemos”, relatou Leila, que liderou os manifestantes vestidos com camisetas pretas – para simbolizar o luto dos educadores pela a falta de uma contraproposta por parte do Governo do Estado, pelo reajuste salarial.

A greve dos professores completa neste domingo 49 dias. No próximo dia 27 os conselheiros do Sindicato se reúnem na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro da cidade, para discutir possíveis avanços nas negociações com o governo e os rumos do acampamento montado na Secretaria de Educação do Estado. “Ficamos até o dia 3 de agosto. Não desistiremos até termos o reajuste da categoria”, disse Maria Beatriz Lugão.

O Dia
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Greve dos professores do Rio de Janeiro

Intenção é permanecer acampado até acordo, diz líder de professores no RJ

Pelo menos 50 pessoas permanecem em frente à Secretaria de Educação. 
Nova reunião, com a presença do secretário, está marcada para quinta-feira.

Thamine Leta – Do G1 RJ

Greve dos professores (Foto: Thamine Leta/G1)Grupo de professores permanece acampado no Centro do Rio (Foto: Thamine Leta/G1)

acampamento montado por professores estaduais em frente à Secretaria de Educação, na Rua da Ajuda, no Centro do Rio, só será desfeito após um acordo entre o governo e os sindicalistas. A informação foi confirmada na manhã desta quarta-feira (13) pelo coordenador geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) e líder do movimento, Danilo Serafim.

“Nossa intenção é permanecer acampados até que um acordo seja feito, até que as negociações sejam feitas. Cinquenta pessoas dormiram aqui nas barracas e outras chegaram bem cedo. Estamos nos revezando”, explicou Danilo.

Os grevistas reivindicam um aumento de 26% para professores e funcionários, incorporação imediata da gratificação da Nova Escola, descongelamento do plano de carreira dos funcionários e o direito de realizar eleições para diretores nas escolas.

Greve dos professores (Foto: Thamine Leta/G1)
Mais de 10 barracas foram montadas em frente ao
prédio da Secretaria de Educação
(Foto: Thamine Leta/G1)

Com mais de 10 barracas de camping, cerca de 50 pessoas passaram a noite em frente ao prédio da Secretaria. Na terça-feira (12), o grupo invadiu o saguão do edifício do governo durante uma manifestação no Centro por melhores salários. Uma nova reunião entre os secretários estaduais de Educação, Wilson Risolia, e de Planejamento, Sérgio Ruy, e os professores está marcada para a quinta-feira (14).

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Educação, ao deixar o prédio na noite de terça, o secretário Risolia enfrentou represália dos manifestantes.

Os professores teriam jogado pedras no carro do secretário.

Em nota, o Sepe informou que “não partiu do sindicato qualquer orientação de agressão contra o secretário nem contra qualquer autoridade estadual. O sindicato desautoriza qualquer tipo de agressão a quem quer que seja, nem pode ser responsabilizado por atitudes individuais da parte de pessoas que não tem a ver com o movimento em defesa da educação pública estadual”.

Reposição de aulas
No dia 7 de julho, a Secretaria de Educação informou que os grevistas terão de repor as aulasperdidas durante a paralisação. Dessa forma, segundo o órgão, o governo não vai descontar os dias parados. Em nota oficial, a Secretaria informou que a decisão é da Justiça do Rio.

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