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GOVERNO PRORROGA POR UM ANO INÍCIO DE SANÇÕES DE LEI DA NOTA FISCAL

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O governo federal oficializou nesta quinta-feira (13), a prorrogação, por um ano, da vigência das sanções e penalidades previstas na lei que determina o detalhamento dos tributos na nota fiscal.

A decisão de ampliar por um ano o início das sanções havia sido anunciada na última segunda-feira (10) pela Casa Civil da Presidência da República,quando a nova lei entrou em vigor.

A ampliação do prazo consta na Medida Provisória 620, que trata da linha de crédito para compra de móveis e eletrodomésticos, no valor de até R$ 5 mil e juros menores (5% ao ano), para beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida.

Como foi implementada por meio de Medida Provisória, a prorrogação do prazo tem força de lei e já está em vigor. Porém, ainda tem de passar pelo crivo do Congresso Nacional. Na prática, a medida adia a obrigatoriedade de informar os tributos na nota fiscal, uma vez que as empresas não poderão sofrer sanções no caso de descumprimento.

Demandas recebidas
Segundo o governo federal, a prorrogação se deve a “várias demandas recebidas para determinação de tempo de adaptação à lei 12.741 e considerando sua complexidade”.

Nesse período, acrescentou a Casa Civil, o poder público promoverá “orientações educativas a respeito do conteúdo da matéria”. “A Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República coordenará o processo de elaboração da proposta de regulamentação da Lei e sua fiscalização”, acrescentou o governo.

Fiscalização ‘orientativa’
O ministro interino da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Nelson Hervey, informou aoG1 que a fiscalização, nos próximos meses, será “orientativa”. “Não há punição”, declarou ele na última segunda-feira (10).

De acordo com Hervey, mais de 95% das pessoas jurídicas do país são classificadas como micro e pequenas empresas, as que teriam mais dificuldade em informar os tributos embutidos em cada produto e serviço. “Temos um complexo sistema tributário. Vamos fazer um debate com a sociedade civil e achar um caminho melhor para todos [na implementação da lei]”, declarou ele.

Lojistas pediram mais tempo
Como a lei não foi regulamentada pelo governo nos últimos seis meses, os lojistas avaliam que a ausência de explicações mais claras deixou dúvidas, principalmente nos pequenos empresários.

“Ninguém sabe direito como fazer, principalmente as PMEs [pequenas e médias empresas]. As empresas de ‘software’ não sabem como calcular isso. Eles [governo] precisavam lançar uma tabela aproximada com o perfil do produto para a gente poder destacar”, disse o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior.

Por conta da demora na publicação na regulamentação da lei, Pellizzaro informou que protocolou, junto com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e outras associações, como a Fecomércio de São Paulo, um pedido de prorrogação da entrada em vigor do detalhamento dos tributos na nota fiscal.

“Para que haja tempo de ser normatizado e para as empresas conseguirem fazer. Os pequenos comerciantes, por exemplo, estão enquadrados no Simples [sistema que unifica a cobrança dos tributos] e não têm ideia de quanto custa seu produto na cadeia. Fica muito difícil por em prática essa legislação”, declarou o presidente da CNDL.

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e com a Associação Brasileira de Automação Comercial (Afrac),  informou que está fornecendo uma tabela com o valor médio aproximado dos impostos em cada produto ou serviço comercializados no Brasil para ajudar os comerciantes e prestadores de serviços.

Sistema tributário complexo
O gerente fiscal da Confirp Consultoria Contábil, Marcos Gomes, observa que o sistema tributário brasileiro é de difícil compreensão. “Com a complexidade do sistema tributário brasileiro, haverá dificuldade para empresas fornecerem estas informações, principalmente as que não possuem um sistema de ERP que englobe a tributação de cada produto”, disse.

Ele avaliou que o sistema tributário brasileiro é “bastante complicado” e que cada produto tem particularidades no recolhimento dos tributos (dependendo do regime de apuração adotado pela empresa), o que faz com que a adaptação não seja tão simples. “Mas, ainda temos que esperar que a regulamentação seja feita para que tudo fique esclarecido”, acrescentou o gerente da Confirp.

Supermercados
G1 entrou em contato com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), mas recebeu uma resposta somente da rede Carrefour, que informou estar preparada para começar a informar para os clientes o peso dos tributos nos produtos vendidos nas notas fiscais. Nas gôndolas, essa informação passará a ser divulgada “gradativamente ao longo do mês”.

“O Grupo Carrefour Brasil passará a informar a soma de até sete impostos federais e estaduais: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS/Pasep, Cofins, Cide (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico)e ISS (Imposto sobre Serviços). A soma será identificada no documento como Valor de Tributos, logo abaixo ao total da compra”, informou, por meio de comunicado.

Objetivo da medida
O objetivo da medida é dar transparência para o consumidor sobre a carga tributária incidente sobre as mercadorias, segundo o governo. A nota fiscal deverá conter a informação do “valor aproximado” correspondente à totalidade dos tributos federais, estaduais e municipais. Deverão estar discriminados os valores dos seguintes impostos: ICMS, ISS, IPI, IOF, PIS, Pasep, Cofins e Cide.

A nova lei determina que a informação sobre os tributos incidentes poderá constar de painel afixado em local visível do estabelecimento, ou por qualquer outro meio eletrônico ou impresso, de forma a demonstrar o “valor ou percentual, ambos aproximados”, dos tributos incidentes sobre todas as mercadorias ou serviços postos à venda. Diz também que, sobre os serviços de natureza financeira, quando não prevista a emissão de nota fiscal, os tributos deverão constar também em tabelas afixadas nos estabelecimento.

Fonte:  http :  // g1 .globo. com / economia / seu-dinheiro / noticia /2013 /06 / governo- prorroga- por- um-ano- inicio-de-sancoes-de-lei-da-nota-fiscal.html

GOVERNO QUER CAPACITAR MAIS DE 200 MIL PROFISSIONAIS

 

O SEBRAE firmou na capital federal, na quarta-feira, 14/03, um protocolo de intenções com a Caixa Econômica Federal, os Correios e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). A parceria, que será implementada pelas universidades corporativas das quatro instituições, ampliará as oportunidades de desenvolvimento profissional de mais de 200 mil funcionários.

 O acordo prevê ainda a criação de uma rede de colaboração técnica, denominada Unifica. Além de compartilhar o portfólio de cursos das quatro universidades, a iniciativa promoverá o intercâmbio de experiências, a integração de ambientes virtuais (sistemas e aplicativos) e de competências, que se tornam desafios comuns.

 “O Brasil está passando por um importante momento econômico, com oportunidades para os pequenos negócios e o empreendedorismo. Nosso desafio é fortalecer o capital humano, a gestão do conhecimento e o aporte tecnológico para atender às demandas atuais e futuras”, diz o diretor de Administração e Finanças do SEBRAE, José Claudio dos Santos. “O conhecimento adquirido pelos colaboradores do SEBRAE beneficiará os pequenos negócios do Brasil. Esse público é nosso cliente, que terá muito a ganhar com a iniciativa”, finaliza o diretor. 

A ação, inédita no país, otimizará recursos e vai melhorar o processo de capacitação dos empregados das instituições envolvidas. “É uma parceria onde todos serão beneficiados e um exemplo de que é possível unificar o esforço pela qualificação do capital humano no país”, afirmou o superintendente do Serpro, Gilberto Paganotto.

 Para o vice-presidente dos Correios, Larry Manoel Medeiros de Almeida, a parceria é um incentivo para enfrentar os desafios dos próximos anos. 

“Com o somatório de expertise das quatro instituições, estaremos preparados para proporcionar melhores serviços à população”, ressalta Almeida. “É um exemplo para o país. Vamos mostrar que é possível trabalhar com sinergia”, diz o diretor-executivo de Gestão de Pessoas da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza. 

O próximo passo é a realização de um workshop com integrantes das quatro universidades corporativas para definir quando a Unifica começa a funcionar. “Criamos um ambiente virtual com todos os cursos que serão oferecidos. Primeiramente, serão 15 cursos e, em breve, atingiremos 27”, explica a coordenadora da Universidade Serpro, Eunides Maria Leite Chaves.

“É um trabalho pioneiro. Vamos abrir caminho para outras universidades se associarem à rede, ampliando assim as oportunidades de capacitação”, informa a gerente da Universidade Corporativa do SEBRAE, Alzira Vieira.

 

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=29593&sid=16- 16/03/2012- Seção: Gestão

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