Arquivos do Blog

SHOWROOMING: O FUTURO DO E-COMMERCE CHEGOU PARA FICAR

ecommerce

A praticidade gerada pelos dispositivos móveis fez com que muitos consumidores migrassem para o mercado online. Clientes examinam produtos nas lojas físicas e em seguida fazem a compra pela internet com preços mais baratos.

Desde 2004, a alavancagem das redes sociais fez com que a classe A e B aumentasse o fluxo de acesso à internet. Já em 2007, com o rápido crescimento de cliques, a classe C passou também a migrar com maior intensidade para as redes sociais. Na época, o motivo era a rede social Orkut.

Porém, a rede virtual doméstica não era tão acessível. Isso fez com que houvesse uma pulverização de Lan Houses em todo Brasil, as quais cobravam em torno de R$2,00 a hora, facilitando o uso da rede e dando início ao novo tempo do mundo virtual.

Hoje somos considerados o quinto país mais conectado, perdendo apenas para China, EUA, Índia e Europa. Alcançamos a margem de 70 milhões de domicílios em 2012 com internet, segundo IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística). A quantia de internautas no Brasil hoje chega a ser maior que a população de alguns países como França e Reino Unido.

Porém, a nova era da informação e a pulverização das redes sociais, abrimos oportunidade para as operadoras que com o tempo diminuíam suas tarifas para o acesso via web e, se antes o usuário pagava R$2,00, a hora hoje ele paga R$0,50 o dia todo usando o celular em casa, nas horas vagas e acessando a internet dentro do ônibus no caminho até a casa sem precisar se preocupar. Isso fez com que o acesso à internet via domicílio e dispositivos móveis atingisse cerca de 52% da população brasileira conectada.

Tal crescimento gerou oportunidade para o mercado online e hoje a estimativa é que dezembro de 2013 seja o ano em que mais sejam vendidos dispositivos móveis no país. Em consequência disso, 2014 será um grande ano para o mercado de e-commerce que, desde 2001, vem aumentando seu faturamento atingindo o pico de quase 23 bilhões de reais em 2012. (E-commerce Brasil)

Hoje a grande referência do mercado online é o gigante Mercado Livre. A cada 4 acessos na internet 1 é do Mercado Livre, que movimenta 2 produtos por segundo.

Dessa forma, fica fácil entender que com a acessibilidade a internet e a facilidade da rede, a estimativa é de que esses números aumentem.

O fenômeno Showrooming fez nascer um novo conceito de compra nos consumidores que vão até a loja examinar o produto ali mesmo, pesquisam pelo celular os preços das lojas virtuais e efetuam a compra na web. Segundo um recente estudo realizado pelo Edgell Knowledge Network, em parceria com o Ebay, o fenômeno Showrooming atinge cerca de 80% dos lojistas dos Estados Unidos, causando prejuízos que representam em torno de 5% de sua receita total. O estudo revela que apenas 10% dos comerciantes entrevistados possuem alguma estratégia para defender-se dos efeitos desta atividade.

Tal atitude tem gerado expectativas para o e-commerce e tem colocado os lojistas em alerta, pois a nova tendência de mercado chegou para ficar e pede mais atenção com os clientes, com políticas de preço mais elaboradas, estratégias de marketing bem definidas ou até mesmo um espaço para uma loja virtual na internet para manter-se competitivo e aderir a novas tendências que prometem alavancar o setor. 

Fonte: e-Commerce News – 25/10/2013

Colaboração: Adolpho Ribeiro Ladeira – Analista de Mercado

LOJAS COLOMBO FIRMAM ESTRATÉGIA EM REDES SOCIAIS PARA “NÃO PERDER DINHEIRO”

Crédito: Adriele Marchesini

 

Luis Carlos Alberti, gerente de TI das Lojas Colombo, no IT Forum 2012

Muito mais do que uma forma de ganhar dinheiro, a escolha das Lojas Colombo de entrar nas redes sociais foi a de não perder oportunidades. Com faturamento que fica em torno de R$ 50 mil ao mês de compras no e-commerce vinda de redes sociais, o gerente de TI da empresa, Luis Carlos Alberti, foi direto: “se fosse pelo valor financeiro, não teríamos entrado. Mas não temos  ideia do que poderíamos perder se não estivéssemos lá”, afirmou. Além de substituir o e-mail, a tecnologia, na visão de CIOs, vai roubar a parcela de investimento publicitário que hoje é predominante das mídias de massa.

 

As declarações foram dadas durante a sessão Intercâmbio de Ideias, debate com cerca de 20 pares, realizado neste domingo (29/04) na 14ª. edição do IT Forum, realizado na Praia do Forte (BA), com cerca de 200 CIOs das 500 maiores empresas do Brasil. Segundo Alberti, no período de 30 a 40 dias, a companhia vai permitir a transação financeira dentro do ambiente social. “Quando a Colombo entrou na rede social? Eu não sei responder. Já estávamos nas redes sociais, com comentários de nossos clientes, antes de estarmos lá oficialmente”, comentou o executivo. Atualmente o serviço de e-commerce da empresa tem plug-in de compartilhamento com cerca de 320 redes sociais, das quais, predominantemente, são Facebook, Twitter e LinkedIn. “Queira ou não já estamos lá dentro. Cabe a nós participar, colaborar, nos defender e gerar negócios também”, disse.

 

O serviço de e-commerce da empresa começou em 2002. A plataforma representa hoje R$ 20 milhões de faturamento ao mês. A companhia se vale de APIs que as próprias redes sociais para produzir a conexão com redes sociais, além do Addthis, uma ferramenta que efetua esse processo de compartilhamento com diversas outras. A parte de monitoramento  fica com  uma agência de publicidade, que passa as informações para a companhia, responsável na sequência, pela resposta ou ação com clientes. “Se for uma mentira temos de estar lá para desmentir. Se for verdade temos de estar lá para acompanhar e potencializar essa verdade”, comentou o executivo.

 

Segundo especialistas, o social business iniciou-se no que foi chamado de uma primeira onda: quando as empresas, assim como Alberti, notaram que suas marcas já estavam nas redes, por conta de comentários dos consumidores. Neste ponto, a estratégia era entender o que era discutido e qual a impressão dos usuários a respeito dos serviços e produtos oferecidos. Esta fase caminha para o fim, dando início a um movimento de rentabilização do ambiente social. A terceira fase é de substituição da publicidade, considerada como dispersiva, de massa, e sem uma comunidade foco para atingir, por este novo ambiente.

 

Mauricio Carvalho Arguello, CIO da Heineken, foi um dos presentes que pontuou a evolução dos processos de marketing, aliados sempre ao ambiente de TI, neste movimento cada vez mais social. “Tivemos casos de campanhas que, antes de irem para a televisão, já tinham sido vistas um milhão de vezes no Youtube. O quanto isso vale para o negócio, em termos de marca, é absurdo”, comentou. O executivo citou ainda uma experiência da companhia na Bélgica, com uma marca de cerveja do grupo. A equipe fez uma ação, oferecendo a bebida aos consumidores nas ruas e questionando se eles haviam gostado do sabor. O resultado: 93% aprovaram.  A companhia, então, colocou um caminhão em frente à fábrica concorrente com os dizeres: “93% dos moradores da cidade aprovam nossa marca. Os outros 7% trabalham nesta empresa”. Indignados, colaboradores da companhia alvo de sua concorrente fotografaram o caminhão e compartilharam o fato nas redes sociais com comentários incrédulos. O resultado? A ação tornou-se um viral no ambiente online e a participação de mercado da marca passou de 5% para 15%.

 

Citando pesquisas mundiais que pontuam 92% de influência de indicação de amigos quando um consumidor vai adquirir um produto ou serviço e 60% de efeito de publicidade na televisão, Luca Cavalcanti, diretor de canais digitais do Banco Bradesco, acredita que a mídia tradicional ainda tem bons anos pela frente, mas que é inegável o processo sem volta pelo qual passa essa integração de tecnologia e marketing.  E o alerta: esse papel de contato com o público deve ser feito por colaboradores internos da empresa, já que o risco da exposição é extremamente grande e pode definir o fim de uma marca. O executivo foi palestrante, também no IT Fórum, de intercâmbio de ideias sobre o mesmo tema, horas antes.

 

“Enxergamos a rede social como um ambiente hostil se ele não for cuidado. Se você cuida, é amigável. Mas é muito arriscado fazer nele um marketing aberto”, opinou, dizendo que no caso do banco, a resposta via redes sociais deve ser feita em até cinco minutos – mesmo que o problema não tenha sido resolvido, é preciso repassar ao cliente que o tema está sendo estudado.

 

E o executivo chama novamente a atenção. “Não existe hoje uma ferramenta que gerencie completamente as mídias sociais. Todo mundo que vende [fornecedores] dizem que existe, mas não são completas”, criticou, comentando que esse gap de fornecimento está exatamente nos serviços de pesquisa e acompanhamento de respostas.

 

Marketing e TI

Regina Pistelli, CIO do Grupo ABC, concorda com a integração TI e Marketing. “Mudou muito a relação entre os departamentos. Fomos para o negócio de todo o jeito”,comentou, detalhando que a equipe de marketing interna, muitas vezes, fica em contato com a de agências de publicidade contratadas para a gestão de ações nas redes sociais como uma conselheira. Entre as dicas estão a compreensão de a tecnologia empregada na prestação de serviços está adequada ao preço.

 

Luís Antonio Bertges, da Citroen, lembrou que este canal interativo é direcionado sempre no conceito de massa e comunidade: uma pessoa compartilha um problema. No momento em que outra pessoa concorda com a questão, está formado um grupo que se une para comentar. “É muito difícil chegar ao presidente de determinada empresa pelo serviço de 0800. Pelas redes sociais não. E se o problema não for só meu, é ainda mais fácil”, comentou

 

http://informationweek.itweb.com.br/8104/lojas-colombo-firmam-estrategia-em-redes-sociais-para-nao-perder-dinheiro/

%d blogueiros gostam disto: