Arquivos do Blog

27 DE FEVEREIRO – DIA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO

dia-do-livro-didatico (6)

O livro didático é de grande importância para o aprendizado dos alunos. Possivelmente, é um dos primeiros contatos dos jovens com a leitura, além de contribuir para ajudar o professor a traçar estratégias de ensino. O Dia Nacional do Livro Didático é comemorado em 27 de fevereiro e a professora Circe Bittencourt, doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), conta um pouco da trajetória deste tipo de publicação no Brasil.

“Com a chegada da família real portuguesa, em 1808, foi fundada a imprensa régia, desde então começaram a circular livros, inclusive didáticos. As primeiras obras desse gênero são traduções para a Escola Militar. Com a Independência do Brasil, em 1822, entram em vigorar as primeiras leis de educação. Com isso a produção de livros didáticos aumenta, inclusive por editoras particulares, notadamente francesas. O problema é que não tinha papel, então os livros eram impressos no exterior, para baratear o processo”, explica a professora.

No final do século XIX, Circe conta que houve um crescimento das escolas e os livros didáticos passaram por uma fase de nacionalização. “Temos o início da produção da literatura infantil, inspirada em lendas brasileiras populares. Começam a ser produzidos também livros de história e geografia do Brasil. A partir de 1920, com a inauguração das primeiras indústrias de papel, em São Paulo, inicia-se a fabricação nacional de livros didáticos. Temos então a criação das primeiras editoras voltadas para essas obras, como Melhoramentos, Companhia Editora Nacional, FTD…”.

O governo de Getúlio Vargas trouxe várias mudanças para o país, inclusive para a educação. Em 1930, foi criado o Ministério da Educação e Saúde. Em 1938, foi criada a Comissão Nacional do Livro Didático. Na década de 1940, tanto o ensino secundário quanto o universitário passaram por reformas. Tudo isso fez aumentar o número de estudantes e a circulação de livros didáticos.

“O Estado só controlava, na verdade, os livros de Educação Moral e Cívica. Com a criação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), em 1985, o governo assumiu a compra e a distribuição dos livros. O PNLD é uma política necessária. Ainda temos professores com formação precária. Se deixarmos os livros só por conta das editoras, complica. Só acho que, com o decorrer do tempo, o processo de avaliação dos livros ficou muito rígido e as publicações são muito parecidas, justamente para serem aprovadas no programa”, critica a professora.

Mas, em um mundo cada vez mais dominado pelas novas tecnologias, qual será o futuro do livro didático? O Ministério da Educação (MEC) planeja digitalizar o material didático, ou seja, será o fim das mochilas pesadas cheias de livros: é possível que o conteúdo caiba em um simples tablet. Antonio Luiz Rios, presidente do Instituto Pró-Livro, explica que o mercado para este tipo de obra é maduro e deve realmente acompanhar as novas tendências.

“O livro didático é fundamental para orientar professores e alunos no processo de ensino/aprendizagem. O autor tenta idealizar o melhor caminho para facilitar a transmissão de conhecimento para o aluno. O crescimento do mercado está diretamente relacionado ao crescimento populacional das crianças e jovens. Os métodos pedagógicos podem mudar, os livros em papel podem desaparecer, mas o livro didático continuará existindo, ainda que no formato digital”, completa.

 

FONTE: redeglobo . globo . com / globocidadania / noticia / 2014 / 02 / dia – nacional – do – livro – didatico – e – comemorado – em – 27 – de – fevereiro . html

A EDUCAÇÃO DIGITAL DEMANDA NOVOS FORMATOS DE ESCOLAS E DE MATERIAL DIDÁTICO

educação_digital 

Que tipo de escola poderá atender com eficiência essa geração de nativos digitais que está chegando? Como geradores de conteúdo, de que forma conseguiremos estruturar um material didático adequado a essa nova realidade?

Há algumas semanas, em um jantar com amigos, chamou minha atenção a desenvoltura da pequena Heloísa em manusear o smartphone de seu pai. Com apenas um ano e meio de idade, mal começando a articular as primeiras frases, ela transitava entre os programas e facilmente explorava os aplicativos que abria. Eu já havia visto alguns vídeos com crianças brincando em tablets e similares, mas a experiência de acompanhar o evento de perto foi marcante e despertou em mim algumas reflexões. 

Que tipo de escola poderá atender com eficiência essa geração de nativos digitais que está chegando? Como geradores de conteúdo, de que forma conseguiremos estruturar um material didático adequado a essa nova realidade? 

Como nativo analógico, devo dizer que me sinto confortável em lidar com papel quando leio livros ou imprimo os arquivos com dados que levarei às reuniões. No entanto, também sou migrante digital e confesso ficar fascinado com os novos recursos e tecnologias à nossa disposição, tanto aqueles que facilitam o cotidiano, como os já citados tablets e smartphones, quanto os que são voltados para o mundo educacional. 

O tempo do professor em sala de aula hoje é otimizado com o auxílio dos recursos existentes nos programas de criação de apresentações e nas lousas digitais; o estudo do aluno em casa é incrementado pela facilidade de pesquisa em sites de busca e pela permanente comunicação com a escola, a qual, por meio de portais cada vez mais sofisticados, coloca à sua disposição aulas de reforço, listas de questões, atividades de fixação, revisão e aprofundamento. 

No entanto, a rapidez com que avança a tecnologia e a forma como se sucedem as gerações de estudantes (e, no que se refere à população discente, o intervalo entre gerações é cada vez mais curto) trazem a certeza de que a transformação será mais profunda do que a que temos hoje. O aproveitamento dos recursos tecnológicos que já existem e dos que virão passará necessariamente por uma modificação na linguagem educacional, na qual o aluno deixa de ser um componente passivo e se torna um elemento ativo do processo de ensino e aprendizagem. Condições para isso já existem: recursos audiovisuais que permitem contextualizar os conceitos apresentados, atividades especialmente desenvolvidas para possibilitar a aprendizagem contínua e significativa, uso de devices em sala de aula que acessam as redes colaborativas. 

Ao professor está reservado o importante papel de coordenador do processo, mediando o caminho do aluno rumo à aprendizagem e à aplicação dos fundamentos. Por isso, é necessário e urgente capacitar os mestres desde sua formação; assim, poderão chegar à atividade docente com a consciência de que os conteúdos não são simplesmente alvo para a memória, mas ferramentas que possibilitam o desenvolvimento das habilidades e competências fundamentais para o pleno exercício das capacidades de nossos jovens. 

Fernando Almeida é biólogo, professor e diretor editorial do Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva.

Fonte: Administradores – 07/05/2013

%d blogueiros gostam disto: