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FUNCIONÁRIOS DOS CORREIOS PROTESTAM NA CIDADE NOVA, CENTRO DO RIO

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Protesto é contra rombo em fundo de pensão e desconto nos salários dos servidores da estatal

Rio – Funcionários dos Correios protestaram, no início da tarde desta segunda-feira, em frente à sede da empresa, na Avenida Afonso Cavalcanti, na Cidade Nova, no Centro do Rio. Eles são contra um rombo de aproximadamente R$ 5,6 bilhões no Postalis, o plano de previdência da estatal, que obrigou a empresa a criar um plano de equacionamento do déficit econômico-atuarial acumulado no plano saldado do fundo.

De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura, o tráfego no local chegou a ser parcialmente interditado e motoristas enfrentaram retenções ao longo da via. Não houve registro de confrontos.

Rombo em fundo de pensão corrigido com desconto em salários de servidores

A partir deste mês, servidores dos Correios contribuirão com um quarto de seus salários para o Postalis pelo período de 15 anos e meio. A medida visa repor sanar o déficit no fundo de pensão, controlado pelo PT e PMDB, que foi provocado devido a investimentos suspeitos, de pouca rentabilidade ou que não ainda tiveram repassado ao fundo. Como mostrou reportagem do Estado de São Paulo , também sob influência dos dois partidos políticos, o Funcef, dos servidores da Caixa Econômica Federal (CEF), e a Petros, da Petrboras, contabilizam prejuízos bilionários.

Romário negou apoio para abertura da CPI dos fundos de pensão

Depois de retirado o apoio de sete senadores, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão não mais sairá do papel. A maior parte das desistências, seis, veio da bancada do PSB, que recuou em peso.

Em nota divulgada na última quinta-feira pela liderança do partido no Senado, os senadores Romário (RJ), Lídice da Mata (BA), Roberto Rocha (MA), João Capiberibe (AP), Fernando Bezerra Coelho (PE) e Antônio Carlos Valadares (SE) explicam que desistiram de apoiar a investigação “para concentrar forças e energias no bom e eficiente funcionamento das CPIs do HSBC, da Operação Zelotes e do Extermínio de Jovens”.

Na justificativa, a bancada socialista diz que a proliferação de CPIs dispersa o trabalho do Senado Federal, “enfraquece a investigação, desviando as atenções do debate das grandes questões nacionais, como a reforma política e a construção de um novo pacto federativo, o fortalecimento das finanças de estados e municípios, entre outras urgentes questões indispensáveis para a superação da grave crise econômica que aflige no presente a nação brasileira”.

“Estou desolada. Uma CPI dessas é a oportunidade para desvendar o mistério que existe em alguns setores que impactam os interesse da classe trabalhadora. São funcionários de empresas estatais cujos fundos de pensão tiveram, em muitos casos, uma gestão temerária”, disse Ana Amélia (PP-RS), senadora que liderou, junto com o também senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), a coleta de assinaturas para a criação da CPI. De acordo com a senadora, foram feitas aplicações de alto risco que provocaram “prejuízos incalculáveis e irreparáveis a aposentados”.

A senadora gaúcha disse ainda que não conversou com os parlamentares que retiraram assinaturas, nem mesmo com o colega de partido Ivo Cassol (RO), o sétimo entre os que recuaram no apoio. Para ela, o assunto não se esgota com o arquivamento do pedido de CPI, já que continuará sendo discutido em audiências públicas de comissões da Casa.

Além do Postalis, dos servidores dos Correios, a lista de entidades com contas que seriam investigadas com a criação da CPI engloba a Previ, dos servidores do Banco do Brasil; a Petros, dos servidores da Petrobras; e a Funcef, dos empregados da Caixa Econômica Federal.

 

FONTE: O DIA

FUNCIONÁRIOS PAGAM ROMBO DE FUNDO DE PENSÃO DOS CORREIOS

AMIGOS,
VAMOS FAZER ECOAR A NOSSA VOZ!
SÃO ANOS, UMA VIDA INTEIRA PARA QUE TIREM O QUE É NOSSO DE FATO E DE DIREITO.
VAMOS NOS INCONFORMAR!
DIVULGUEM! DIVULGUEM! E DIVULGUEM!
ALGUÉM HÁ DE SENTIR VERGONHA NA CARA POR MASSACRAR A CLASSE TRABALHADORA.
ACORDA BRASIL!

DJANIRA FELIPE – MULHER QUE ESCREVE. MULHER QUE FAZ. E SABE O PORQUÊ.

 

 

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Cada servidor dos Correios pagará 25,9%do salário para cobrir déficit de R$ 5,6 bi

Funcionários dos Correios tentam evitar por meio de uma batalha judicial e de greves que os participantes do Postalis, fundo de pensão da estatal, tenham redução de um quarto nos seus salários a partir de abril de 2015 pelo período de 15 anos e meio.

A conta é resultado de um déficit atuarial de R$ 5,6 bilhões no Postalis, controlado pelo PT e PMDB, provocado por investimentos suspeitos, pouco rentáveis ou que não tiveram ainda rendimento repassado ao fundo (leia texto ao lado). Também sob influência dos dois partidos políticos, o Funcef, dos empregados da Caixa Econômica Federal (CEF), e a Petros, da Petrobras, contabilizam prejuízos bilionários.
Partiu do conselho deliberativo do Postalis a decisão de impor aos funcionários a contribuição extra que terá forte impacto sobre os salários. No primeiro momento, ficou definido um corte de 25,98% nos contracheques. O déficit será reavaliado a cada ano a partir do retorno dos investimentos e da expectativa de vida dos participantes. Um funcionário que tem salário de R$ 10 mil, por exemplo, receberá R$ 2.598,00 a menos no final do mês apenas para cobrir o déficit, além o valor da contribuição definida. Vão pagar o porcentual extra os funcionários mais antigos, aqueles que entraram nos Correios até 2008. Isso equivale a 75% do pessoal da empresa.
Integrantes do fundo argumentam que o déficit bilionário é resultado da má administração dos investimentos dos últimos anos. Também acusam os Correios de não terem pago a dívida que têm com o Postalis. Por isso, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) entrará nesta segunda-feira com duas ações na Justiça Federal. A primeira contra a ECT para que a empresa reconheça que deve R$ 1,150 bilhão ao fundo e abata esse valor do cálculo do déficit que precisa ser equacionado. No outro processo, a federação quer que a estatal assuma o pagamento do déficit integralmente por entender que a responsabilidade pela má gestão dos ativos do fundo é da patrocinadora.
“Esse novo reajuste repassa para nós a culpa da má administração do fundo”, afirmou José Rodrigues dos Santos Neto, presidente da Fentect. Ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a federação diz reunir 30 sindicatos, que representam 74 mil trabalhadores dos 120 mil dos Correios.
Na semana passada, carteiros de ao menos dez Estados brasileiros fizeram paralisação para protestar contra a contribuição extra definida pelo conselho deliberativo do Postalis.
A Adcap (Associação Nacional dos Profissionais dos Correios) também irá ingressar com medida judicial. “Entendemos que os Correios deixaram de pagar essa dívida com o Postalis para maquiar o balanço e apresentar resultado positivo no ano passado”, afirmou Luiz Alberto Menezes Barreto, presidente da entidade, que representa os profissionais de nível médio, técnico e superior.
Extras. Os funcionários dos Correios e a empresa já fazem contribuições extras ao plano desde 2013 para cobrir o déficit de R$ 1 bilhão dos dois anos anteriores. Nesse período, foi descontado mensalmente do contracheque 3,94% do valor da aposentadoria, da pensão ou do valor previsto para o benefício – no caso dos servidores da ativa.
As contribuições extras, que subiram de 3,94% para 25,98%, são para equacionar o plano de benefício definido do Postalis, sob o risco de o banco e os dirigentes do fundo serem punidos pelo órgão regulador. Na conta foi incluída uma dívida dos Correios com o Postalis de 2008, da época em que o plano de benefício definido foi saldado.
Os Correios fizeram o pagamento dessa dívida, em parcelas, de 2001 até março de 2014, mas interrompeu o pagamento por determinação do Ministério do Planejamento e do Tesouro Nacional. Os órgãos de controle concluíram que a estatal saldou integralmente sua parte com o término do plano definido. O R$ 1,150 bilhão restante, segundo o governo, constitui déficit atuarial e deve ser dividido a patrocinadora (Correios) e os funcionários.
Ação. O Postalis tem um entendimento diferente. O fundo entrou com ação com pedido de tutela antecipada (liminar) contra os Correios para cobrança desse montante relativo às obrigações sobre o tempo de trabalho dos participantes antes da criação do plano.

Os Correios informaram, por meio de nota, que contrataram consultoria especializada para avaliar se o Postalis ou o governo tem razão.

FONTE: economia . estadao . com .br / noticias / geral , rombo – do – postalis – chega – aos – empregados – imp – , 1655842

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