Arquivo diário: 2012/05/24 12:19:11 PM

MERCADANTE: NÃO HÁ RAZOABILIDADE EM UMA GREVE DESSAS

Das 43 Instituições de Ensino Superior que já aderiram à greve,

03 são do Rio de Janeiro: 

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro;

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;

 Universidade Federal do Rio de Janeiro.

As demais 40 são de outros Estados.

 

Djanira Felipe – Mulher que escreve. Mulher que faz.

O ministro Aloizio Mercadante, da Educação, atribuiu às entidades representativas dos professores a responsabilidade pela greve decretada na semana passada e que atinge 43 das 59 instituições federais de ensino superior. Segundo o ministro, os sindicatos não esperaram o fim do prazo previsto em acordo com o MEC para deflagrar a greve.

“Sou fundador da Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), fui sete anos presidente de associação. Tenho muitas greves nas costas e acho um direito legítimo. Mas quando você assina um acordo, o governo cumpre o acordo ainda com a negociação em andamento, e você decreta uma greve nessas condições, não há razoabilidade”, defendeu Mercadante.

De acordo com o ministro, o MEC e os docentes vinham costurando um acordo desde o final do ano passado e que envolvia três pontos fundamentais. De um lado, um reajuste de 4% nos salários a partir de março desse ano e a incorporação das gratificações aos salários. De outro lado, havia a negociação para que a nova carreira docente entrasse em vigor a partir do ano que vem.

A questão financeira, ainda segundo o ministro, dependia de um projeto de lei a ser aprovado pelo Congresso Nacional. A demora na apreciação da matéria fez com que o governo editasse uma medida provisória contemplando o reajuste salarial, que será pago em junho, retroativo a março.

O ponto relativo à reestruturação da carreira, no entanto, empacou depois da morte do principal negociador do governo com as entidades representativas dos docentes. Mercadante admite que o fato atrasou a negociação, mas diz que não justificaria uma greve desse tamanho.

“Se estivéssemos falando de 2012, tudo bem. Mas estamos tratando da carreira para 2013. O prazo final para negociação é 31 de agosto, que é a data em que o governo encaminha a peça orçamentária ao Congresso. O atraso de um mês não traz prejuízo material aos docentes, mas sim aos estudantes”, afirmou o ministro.

Entenda o caso
Em greve desde o dia 17 de maio, os professores das universidades federais reivindicam a reestruturação da carreira e reclamam de condições precárias de trabalho, atribuídas à falta de estrutura nas instituições. “Hoje, para chegar ao teto da carreira, o professor levaria quase 30 anos”, declara Aluísio Porto, da comissão de comunicação do Comando Nacional de Greve do Andes.

De acordo com o dirigente sindical, foram feitas mais de 10 reuniões com o Ministério do Planejamento para revisão dos planos de carreira, mas não houve avanço na negociação. “Eles estão conversando conosco. Mas está tudo muito lento”, diz.

O MEC informou por meio de nota que “reafirma sua confiança no diálogo e no zelo pelo regime de normalidade das atividades dos campi universitários federais”. O governo ressalta que o aumento de 4% negociado no ano passado com os sindicatos já está garantido por medida provisória assinada no dia 11 de maio. O aumento será retroativo a março, conforme previsto no acordo firmado com as entidades.

“Com relação ao plano de carreira, a negociação prevê sua aplicação em 2013. Os recursos devem ser definidos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) até agosto deste ano, o que significa que temos tempo. As negociações entre o Ministério do Planejamento e as representações sindicais seguem abertas”, explicou o MEC.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5791109-EI8266,00-Mercadante+nao+ha+razoabilidade+em+uma+greve+dessas.html

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