Arquivo diário: 2011/08/08 11:47:39 PM

Febre do Nilo Ocidental: doença parecida com a dengue chega ao Brasil e já infectou cavalos no pantanal

Jornal O Estado de S. Paulo

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz) identificaram, pela primeira vez no País, o vírus da febre do Nilo Ocidental.

A descoberta ocorreu no Pantanal: cinco cavalos possuíam anticorpos contra o vírus, prova de que já sofreram infecções.

Em 1999, a febre do Nilo Ocidental chegou à América, causando dezenas de mortes nos Estados Unidos. Houve vários casos nas imediações do Central Park, em Nova York. Desde então, vem descendo o continente. Na Colômbia, na Venezuela e na Argentina também foram diagnosticados casos em cavalos e aves.

Diversas espécies de mosquitos são capazes de transmitir o vírus. Pássaros e répteis – como crocodilos e aligatores – desenvolvem a doença e infectam os insetos. Mamíferos – como humanos e equinos – são hospedeiros finais: podem adoecer, mas não são capazes de infectar o mosquito e reiniciar o ciclo (mais informações nesta página).

Os pesquisadores do IOC investigaram amostras de sangue de 168 cavalos e 30 jacarés da região de Nhecolândia, em Mato Grosso do Sul. Também capturaram 1.204 mosquitos de 10 espécies diferentes. Análises bioquímicas procuraram identificar anticorpos contra o vírus nos répteis e equinos. Só cinco cavalos tiveram resultado positivo. Nenhum jacaré havia sido infectado. Os mosquitos investigados também não carregavam o vírus.

O veterinário Alex Pauvolid-Corrêa, principal autor do estudo, explica que não é possível saber ainda quais espécies de insetos poderiam servir como vetores eficazes da doença no País. Os cientistas já iniciaram um estudo mais abrangente, capturando uma amostra maior de mosquitos. “As análises dessas novas amostras estão em andamento”, afirma Corrêa, que realiza seu doutorado no IOC e nos Centros para o Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos.

O artigo com a descoberta foi publicado na revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. O virologista Hermann Schatzmayr, que morreu no ano passado, participou do estudo. Ele teve papel fundamental na erradicação da varíola no País.

Em paralelo. O Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da USP também procura indícios de atividade do vírus da febre do Nilo Ocidental no País.

A pesquisadora Tatiana Lopes Ometto iniciou um doutorado em 2008 cujo tema é o monitoramento do vírus em equinos e aves. E já obteve resultados semelhantes aos do grupo do IOC. “Analisamos 1.156 amostras de sangue – 678 de equinos e 478 de aves – obtidas em Nova Brasilândia (a 190 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso)”, recorda Tatiana. “Confirmamos a presença de anticorpos contra o vírus em quatro equinos.”

Os animais eram nativos da região – uma zona de transição do Cerrado para o Pantanal. Portanto, não poderiam ser casos importados. O trabalho deve ser publicado até o fim do ano em uma revista científica internacional.

Gravidade. Muitas vezes, em humanos, a infecção é assintomática. Em outros casos, os sintomas são parecidos com os da dengue: febre, dores no corpo e náusea. Algumas pessoas, no entanto, evoluem para formas mais sérias da doença, com comprometimento do sistema nervoso central. Em 1996, uma epidemia na Romênia apresentou um número excepcionalmente grande de quadros graves. Dos 393 pacientes diagnosticados, 352 desenvolveram inflamação do cérebro. Cerca de 10% morreram.

PARA LEMBRAR

O vírus da febre do Nilo Ocidental só foi isolado em 1937, em Uganda. Uma pesquisa da Universidade do Estado do Colorado (EUA), no entanto, levanta a hipótese de que Alexandre Magno, rei da Macedônia, teria morrido de uma forma grave da doença, na Babilônia, em 323 a.C. Tinha 32 anos e agonizou duas semanas com febre. O historiador Plutarco relata que a morte do célebre conquistador foi precedida e acompanhada pela morte de corvos. Algo semelhante ao observado nos EUA durante a entrada do vírus no país.

ATENDIMENTO X CLIENTES

Há pelo menos três décadas, podemos perceber que os termos “atendimento” e “cliente” tornaram-se mais frequentes, comuns e constantes em nosso discurso. Não importa o segmento do negócio ao qual estamos inseridos, o fato é que a chamada “clientela” não existe mais.

 Já passamos da era do produto entramos na era do cliente e estamos na era do “one-to-one customer” onde cada cliente retrata uma realidade repleta de necessidades, aspirações e exigências distintas, ou seja, a era do cliente individualizado. Assim, no contexto de negócios de hoje, a única certeza é a de contínuas mudanças.

E para fazer frente às mudanças faz-se necessário ouvir e focalizar o cliente, isto é, as empresas devem estar atentas e voltadas totalmente para os seus clientes, satisfazendo-os e surpreendendo todas as expectativas.

A abertura de canais de comunicações diretos, as adequações e ajustes dos bens/serviços às solicitações dos clientes podem ser fatores decisivos, para a decisão de compra, porém, ainda são básicos e insuficientes para garantir a permanência e a rentabilidade da empresa no mercado globalizado.

O que faz a diferença é a competência profissional, o entusiasmo, a rapidez, a pontualidade na entrega ou resposta, a simpatia e a presteza do atendente. É a capacidade de promover a sensação de conforto, a satisfação, e por que não dizer, o encantamento do cliente, pelo bem adquirido ou serviço prestado.

Quando conseguimos encantar o cliente significa fazer a sua percepção superar sua expectativa. E quando isso ocorre lembramo-nos do que versa na literatura existente como excelência no atendimento, porém, é preciso saber do que estamos falando porque há diversas definições a respeito do tema, contudo, fica sempre a impressão de que ainda não é o conceito definitivo de excelência, principalmente, do ponto de vista do cliente.

Alguns autores tratam a excelência no atendimento como algo fundamental; outros a definem como o resultado do atendimento. No entanto, quando falamos em excelência no atendimento, na qualidade dos bens/serviços, percebemos que é algo que transcende a satisfação do cliente; é mais do que o estado da arte de surpreender. É a certeza de promover algo mais do que foi desejado.

A excelência é sentida e permeia todas as fases de interação do cliente com as empresas, por meio de qualquer canal de comunicação (face a face, telefone, fax, fale conosco, e-mail… etc.). É algo que provoca e sustenta o que chamamos de encantamento do cliente. O que os dirigentes de empresas devem ter em mente é a busca contínua por esse diferencial que incita à conquista, motiva à permanência e ao retorno do nosso maior valor: O CLIENTE.

Vale ressaltar, que para chegar a esse ponto o caminho é longo e árduo. E seu início é marcado, exatamente, no primeiro momento da verdade, que resulta em uma impressão a qual norteará o relacionamento do cliente potencial com a empresa. E por incrível que pareça é neste ponto que ocorrem o maior número de falhas em relação ao atendimento. Basta que encontremos um atendente despreparado e não treinado para que a imagem formada seja desfavorável à conquista do cliente.

Para superar as expectativas dos clientes é preciso treinar os empregados – entender que treinar é investimento, é agregar valor ao ser humano para que seja capaz de valorizar o ato de servir.

É imprescindível evitar que o binômio atendimento/cliente se transforme em forças opositoras: atendimento X clientes. Às vezes o atendimento é utilizado como ferramenta para expulsar os clientes. E o pior é que funciona.

Adm. Djanira Felipe de Oliveira

Consultora na área de Gestão da Qualidade no Atendimento a Clientes, Processos e Pessoas.

Rio de Janeiro, 08 de agosto de 2011.

Vereadora Tânia Bastos – Convite para Audiência Pública – Filhos Autistas: O Rio precisa conhecer

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Conto com a sua presença.
Um abraço,
Vereadora Tânia Bastos
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